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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

O estrago já alcança o irreparável

Me assusta esta apatia coxa, da falta de ações efetivas pra pelo menos tentar sair desta situação. Na pior crise técnica da história ninguém sequer cogita a possibilidade de uma nova formação ou uma justificativa inteligente pra insistir com Robson e não usar Kaio, por exemplo. Mas a grande sacudida me parece estar em criar um, ou dois ou até três fatos novos. A impressão que passam é de um conformismo irritante.

Enquanto isso, as expressões mais usadas são: crise, vergonha, coxa se afunda na lanterna, e o site do clube tratando isso tudo como “revés”. Expressão exaustivamente usada pelos poucos criativos redatores do portal do clube

O Íbis da primeira divisão, vai batendo recorde atrás de recorde, alcançando novas marcas a cada rodada. 17 jogos sem vitória, 4 meses sem saber o que é vencer.

Pelo caminho vão ficando os desistentes. Ex- torcedor, ex-sócio, promessas de nunca mais torcer pelo clube, de não ir mais aos jogos, venda de coleção de camisas etc.

Terra arrasada , a maior já vista na história do clube e nessa sequência, provavelmente a maior da história do campeonato brasileiro.

Quanto a mim, sigo aqui acreditando em dias melhores, mas já pendurado e me segurando em minha filha Helena, e ela provavelmente em mim.

Este é o clube que estamos entregando aos nossos investidores, porque não tivemos competência para fazer coisa melhor.

Por mais irritante que isso tudo possa parecer, só vejo um caminho como solução: de em algum lugar achar calma para encontrar a lucidez e assim diminuir o tamanho do estrago, porque já alcançamos o estágio do irreparável. Vai dar no máximo pra deixar a dor um pouco menor.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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