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ArquibancadaSergio Brandão

Os deuses conspiram contra

O Foz, aquele mesmo que nos enfiou dois a zero na primeira fase aí está, para o que der e vier. O mesmo Foz, que entrou pela porta dos fundos por conta da desistência do Arapongas, que não tinha 11 atletas para colocar em campo, que anunciou seu presidente como centroavante.

Por isso tudo, o Foz me dá mais medo do que qualquer outro adversário. Parece aquelas coisas escritas pelo destino, que não há o que mude.

Primeiro serve para calar a boca dos que se acharam superiores (nosso caso). Perder em Foz naquela oportunidade, foi considerado um vexame. Só vimos um time perdido em campo, não conseguimos enxergar os méritos do adversário. Foi mais confortável criticar o que não fizemos, do que aceitar a nossa mediocridade e humildemente reverenciar o adversário. Aqui entram os sabidos de futebol e criticam a qualidade do Foz. Tudo bem, não é tudo isso, mas não estamos anos luz da qualidade deles. Pregamos a filosofia da superioridade: “o time está em fase de ajuste, ainda arrumando suas peças, começo de trabalho... a mesma ladainha que todos sempre usam nestas ocasiões. Mesmo assim ficamos buscando resposta para o pesadelo. Precisamos justificar uma derrota do profissionalismo, de um clube que se organiza com pré – temporada, para a improvisação amadora do Foz?

Ficamos com a desculpa clássica. As coisas do futebol. Por isso ele é assim, o esporte mais apaixonante, onde algumas vezes não pode ser explicado.

Como até hoje não me explicaram a goleada para o Nacional de Manaus na Copa do Brasil, como também não me explicaram a derrota para o Itaguí, na Sulamericana.

Tem os que preferem dizer que algumas coisas acontecem só com o Coritiba. Aliás, todo torcedor acha que resultado indesejado só acontece com o time dele. Eu sou daqueles que diz que pra nós, tudo é mais difícil.

Aprendi com isso, que para todos, neste mundo do futebol, as coisas sempre são mais difíceis, só porque o futebol é paixão e quando este sentimento prevalece, tudo fica mesmo mais intenso. Por isso, tudo acaba ficando mais brigado, mais lutado, difícil de conquistar, porque prevalece o sofrimento – em situação fácil ou difícil. A gente só não aceita o sofrimento da derrota quando é para time pequeno ou para o principal rival. O resto acaba engolindo.

Por isso, olho aberto, bem aberto, mais do que imaginam ... muito mais. Os deuses do futebol parecem conspirar a favor dos “pequenos”. O raio já caiu mais de duas vezes em nossa casa e anuncia trovoadas pela frente. Não somos Ayrton Senna para tirar vantagem de pilotar em pista molhada, muito menos com trovoada.

Passando pelo Londrina, acho que o bicho vai pegar mais do que nunca. Olho aberto, atenção absoluta, me parece um estado de alerta mínimo para estes dois casos ( Londrina e Foz). Alerta total em 100% é a ordem.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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