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ArquibancadaSergio Brandão

“Pataquada”

Com o título acima, Rogério Scarione definiu o Coritiba que andam nos dando para torcer, na live que fizemos ontem no pós-jogo de Coritiba e Flamengo.

Seria engraçado se não fosse trágico, ou o contrário, como preferir. O fato é que além da piada que virou o Coritiba, não duvido que terminemos (caso providências sérias não sejam tomadas), termine este brasileiro sem sequer uma vitória.

A partir deste raciocínio, evidentemente com o clube retornando à série B, definiria bem o que foi a passagem de Samir Namur na história do Coritiba. O primeiro clube na história do Brasileiro sem uma vitória sequer. Título que merece Samir, mas não a torcida Coxa.

Consequência de várias questões, mas a mais atual e diretamente responsável pelo time que temos, além da teimosia de Samir- afinal é presidente- é Rodrigo Pastana, um diretor de futebol de quinta categoria, um homem do futebol, ligado a um grupo de relações que circula pela periferia, nos porões do futebol, incapaz de trabalhar com o que hoje exige o futebol moderno, que é qualidade e profissionalismo.

Impossível imaginar Pastana com o mesmo cargo em algum clube considerado grande. Seu nome e interesses, não se criam em meio ao futebol do nível que o Coritiba de hoje pretende figurar. Gente como ele não se cria em rodas onde se fala outra língua e que trabalha com outro nível de exigência. No Coritiba e outros clubes pequenos, encontrou o “amém” de seus dirigentes.

Só para pegar e comparar dois diretores da história recente do clube, Felipe Ximenes e Rodrigo Pastana, seguramente são dois personagens que vivem em mundos distintos, não só pelas relações que alcançam, mas pelo meio em que vivem ou viveram. Aqui no Coritiba, Ximenes errou pelo excesso de gastos, tendo tido erradamente a liberdade para trazer nomes que não condiziam com a realidade Coxa, o outro, Pastana, trouxe o submundo do futebol para dentro do clube.


Se nem Ximenes e nem Pastana fizeram o melhor pelo Coritiba, no mínimo marcaram e ainda marca com trabalhos distintos e dizem bem em que época cada um conta a sua história na passagem pelo Coritiba Foot Ball Club. O resultado de cada um, marca época e diz muito bem quem fez o quê.

Não sou defensor de Ximenes, que sabidamente teve autonomia demais e que pode ser responsabilizado pelo start desta situação que veio num crescente, colocando o Coritiba nesta dramática situação financeira. Mas Pastana foi o rato de esgoto, que tirou proveito da inexperiência de Samir e seu grupo como dirigente, nos levando ao seu habitat, um mundo rasteiro, de nível que não condiz com as tradições da história do clube.

Nunca imaginei dizer isto, mas tenho saudades da época de Ximenes, onde éramos mais felizes.

O mundo das “pataquadas” de Pastana, Barroca e Samir, não me dão nenhuma esperança, que não seja ser torcedor de um time que coleciona vexame atrás de vexame.

Não duvido mesmo que terminemos este Brasileiro da Pandemia sem uma vitória sequer, caso mudanças drásticas não aconteçam. E tem que ser agora. É pra ontem seu Samir.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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