Piada pronta
Pagamos todos, desde a tesouraria do clube, pelo plano de sócio, à privação de ir ao Couto nas tardes de domingo, noites de quarta.
O ato impensado pune todos, sem restrição. Estamos todos impedidos de ver o Coritiba, sabe-se lá até quando. Para a maioria, é não ter mais o grande programa do futebol. Do Coritiba, do Couto, do encontro com amigos, com a família, da cervejinha e tantos outros programas que o futebol historicamente promove à maioria do torcedor apaixonado ou não. Que tem neste encontro que deve unir, confraternizar em nome da festa que até bem pouco tempo foi o futebol, agora separa e pune. Pior, pune quem nada fez de errado.
O futebol do Coritiba Foot Ball Club que há anos me aproximou ainda mais de minha filha. Temos tido nele uma cumplicidade, com horas de conversa, de trocas de interesses que, neste período sabático, não mais acontecerá.Com time ruim ou não, isso tudo vai fazer falta. Era o meu programa com minha filha que não tenho mais.
E nem por isso proponho invadir a casa da turma que nos tira este prazer. Nem de cobrá-los pela invasão. Porque confesso que me expor assim, como tenho feito, criticando os autores da façanha, me causa medo. Porque sei da dificuldade desta gente de usar outras armas que não seja a violência, quando contrariados.
As autoridades do futebol precisam levar tudo isso muito em conta e recolocar o futebol no seu trilho. O futebol da arquibancada e de campo. Já passou da hora destas conversas saírem do discurso político e começarem a mostrar resultados.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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