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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Por um fio de cabelo

Por um fio de cabelo
Mesmo sem jogo, ontem foi dia de Couto. Levei minha filha pra fazer o tour.

Antecipadamente meus cordiais agradecimentos a dois funcionários do clube, Willian e Flávio, responsáveis pelo passeio oferecido a quem deseja conhecer o estádio por dentro, suas particularidades e histórias.

Inevitável entrar nos espaços reservados como túnel de acesso ao gramado, vestiário, sala de troféus, e não lembrar do momento atual, principalmente porque frequentei estes mesmos lugares nos anos 80 e 90, períodos muito melhores que os de agora. Embora é preciso reconhecer que nem todos foram de glórias, mas nada comparado ao momento que vivemos agora.

De todos os espaços, o vestiário foi o que mais me chamou atenção.

Em silêncio, procurei buscar os segredos que ele esconde. Foi em vão. Busquei a energia que por ali está. Nada!

Entrei na pequena capelinha com imagens de vários santos, ao lado velas apagadas, com mais resto de pavio do que cera. Me chamou atenção a impessoalidade, uma grande cruz ao fundo que lembra mais o calvário de Jesus do que a ressurreição.

Já no final do passeio, um longo corredor que leva à sala de imprensa e no caminho um grande mural com a imagem dos nossos grandes ídolos. Abre com Jairo. Willian, o funcionário que conduz o tour, conta um pequeno pedaço e a importância de cada um dos atletas na história do clube. Neste momento me dá um nó na garganta. Ao chegar em Krüger me dá uma enorme vontade de chorar. Desnecessário dizer porque.

Ah, vale lembrar que na visita ao gramado deixamos um fio de cabelo da minha filha, atrás de um dos gols, pra ver se a sorte muda.

Se a gente vencer o Inter, eu conto em que gol foi.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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