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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Precisa ser agora!

Uma vitória diante do Sport coloca o Coritiba em situação menos desconfortável na classificação, saindo da ZR, já que o Sport é o primeiro dos quatro últimos, apenas com um ponto à frente do Coxa.

Pelo menos os fatos da semana parecem colocar as coisas em condições mais favoráveis pelos lados do Alto da Glória. Mesmo que os três novos atletas já apresentados como reforços, apenas Edinho reúne condições de ajudar o Coxa a sair desta situação. Mesmo assim, reforços sempre representam esperança, mesmo que ainda sejam uma incógnita, caso dos recém chegados. Aliás, reforços que não param de ser anunciados, como anúncio de Patrick, recém chegado do Goiás, na troca por Cáceres.

Gosto do positivismo e da lucidez que Pachequinho demonstra neste momento. Me dá a impressão de segurança no trabalho que está fazendo, sabendo exatamente o que pode esperar do trabalho feito até aqui, do que programou para esta partida de domingo pela amanhã, no Couto numa semana cheia, podendo trabalhar com mais tempo, coisa que treinadores recém chegados no cargo, reclamam muito.

Independente do que fez, Pacheco terá a seu favor, entre tantas deficiências de Kleina, a cobrança . Pacheco não me parece ser o típico treinador que passa a mão na cabaça da rapaziada, não fazendo o papel do “amigão” do grupo, coisa típica dos menos competentes, que não tendo mais onde se agarrar, fazem o papel do bonzinho para não dar motivos para intrigas e mal estar. Deixa pra lá, Gilson Kleina é passado. Pachequinho a realidade.

Pacheco pede comprometimento de todos, inclusive da torcida, sugerindo que crie o clima positivo, de apoio na arquibancada. Isso na verdade nunca deixou de existir, meu caro Pacheco, embora a torcida tenha tido motivos de sobra para não acreditar mais.

Mas tenho certeza que não será desta vez que em campo, os atletas não terão como justificava o comportamento de alguns na arquibancada. Seja positivo ou negativo. Aliás, a arquibancada está bem cansada desta ladainha e você sabe disso, meu caro treinador.

A paciência que deveria estar no limite, parece lhes conceder ainda muita gordura para queimar, mesmo que uma pressão maior tenha sido feita durante a semana, com uma visita da Império ao CT. Mas esta também é outra conversa; torcida é torcida, Império é Império. Embora torçam para o mesmo time, são duas torcidas, dois comportamentos distintos dentro do Couto Pereira, que prefiro não entrar no mérito.

O volante Edinho, que chegou na troca que envolveu a ida do atacante Negueba para o Grêmio, teve seu nome publicado no BID, no final da tarde desta sexta-feira e está à disposição de Pachequinho.


Entre contusões e disponibilidades, o time deve ser Wilson; Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Juan, González (Edinho) e Ruy; Vinícius e Kléber. A dúvida parece estar entre Gonzales e Edinho, porque o venezuelano sentiu um problema muscular durante a semana. Neste caso, Juan que atuou como volante contra o Corinthians, volta ao meio, jogando mais adiantado, deixando o lugar de proteção à zaga para Edinho.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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