Recomeço
Se ainda somos uma torcida que não abandona, então é o que mais uma vez temos como única opção. Mais ou menos ainda dentro do espírito do ame-o ou deixe-o. E parece ser este o comportamento da maioria, se a gente levar em conta não só a presença de público nos jogos no Couto Pereira, mas também a média das manifestações nas redes sociais.
Eu, particularmente neste novo recomeço, como tenho por hábito impor prazos, até para impedir o sofrimento desnecessário, porque paciência também tem limite, começo e fim, aposto no trabalho do treinador. Inicio meu exercício de paciência com Zago e seu (nosso) time. “ Não gosto deste tic -tic e não progride” frase de Zago na coletiva do pós-jogo de sábado, contra o São Paulo, me parece bem mais objetivo que o português. Me anima ouvir isso.
A unanimidade também parece exigir uma evolução constante. No próximo jogo não dá pra admitir recaída de rendimento. Precisamos ser melhor contra o Bahia do que fomos contra o São Paulo. Até que o time atinja seu limite técnico, que o treinador ache o time ideal e a gente possa ir para cada jogo sabendo o 11, com exceções nas eventuais suspensões ou contusões.
Assim como fiz com Antônio Oliveira, Zago tem minha tolerância até no quarto jogo em casa, contra o Atletico Mineiro, no dia 20 de maio. Até lá terão passadas mais 3 rodadas. Não espero um time imbatível, mas fazendo a bola rolar pra frente sem o “ ti -tic ”. Será a 7ª rodada e espero ver o Coritiba fora da ZR.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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