Semana de estreia
Quanto a desclassificação na Copinha, lamento muito porque é um time quase todo renovado, que ocupa o espaço deixado pelos meninos, que agora prestam serviço ao profissional. Havia a expectativa de andar um pouco mais na competição, mas não andou, não deu.
Já a vitória contra o 3 de Febrero, estava nos planos. Ou pelo menos deveria fazer parte dos planos, afinal era um time amador, como alguns disseram aqui. Assim como também era um time amador o ASA de Arapiraca, o Nacional de Manaus, o Operário de Ponta Grossa e serão daqui pra frente todos os outros adversários do Regional e do Brasileiro da Série B, para alguns torcedores. Sendo assim, concluo que o teste contra o time paraguaio foi bom e serve como parâmetro para o calendário que temos pela frente. Jogo teste é jogo teste. Se fosse outra coisa teria outro nome, se é que me entendem!?
O jogo teste com o 3 de Febrero, serviu para o treinador avaliar o trabalho feito em Foz, durante a semana de inicio de pré-temporada. Um jogo treino de fechamento de ciclo. Um teste para medir a temperatura em uma situação próxima do que seria uma partida oficial, se assim fica melhor explicado, pra quem ainda não entendeu. Sandro montou dois times. Um primeiro tempo com o time que provavelmente será o mesmo que deve começar jogando contra o Prudentópolis, no domingo, na estreia do Regional. No segundo tempo usou o que a gente poderia chamar de plano B, uma segunda opção, inclusive, com uma armação diferente para fazer o onze jogar.
Nesta primeira semana, parece que dá pra dizer que o trabalho está no caminho, pelo menos no caminho que o departamento de futebol planejou. Bem ou mal, é isso que temos para o momento. Queiram ou não, é o time que estão nos dando para torcer. Tudo indica que com mais algumas semanas a coisa possa estar com a máquina mais azeitada. Sim, semanas. Por tanto, algumas rodadas do Paranaense.
Sandro Forner reclamou do pequeno espaço de tempo que teve para trabalhar. Antes que você também reclame e ponha a culpa no clube que não sabe se organizar, vale lembrar que os regionais foram antecipados pela CBF, por conta da Copa do Mundo. No Coritiba, o problema é maior por conta da eleição que foi no final da temporada. Dois problemas que em média não fazem parte do início de temporada dos clubes brasileiros.
Mas falando do jogo de domingo, arrisco dizer que dependendo do adversário, o gato pode subir no telhado, se o Prudentópolis vier com um time pelo menos mediano, pode sim arrumar confusão pra cima do Coritiba. E preparem-se, assim será pelo menos enquanto ainda estiverem neste período de pré-temporada. E assim deve ser nas primeiras quatro ou cinco rodadas do Paranaense.
Sim, suposição minha. Gostaria de queimar a língua e logo na largada ver um time mais acertado. Me preparo e sugiro que também se preparem para dias de exercício de Buda.
Mas se assim como eu, você também está com saudades de entrar em nossa casa, e ver o Coritiba em campo, nos encontramos domingo no Couto para a largada definitiva de 2018.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (29)
