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ArquibancadaSergio Brandão

Série B ou C?

Se tem uma coisa que não dá pra reclamar é da falta de sorte. Cabe bem aqui, a frase “mais sorte que juízo”. Parece segura a posição de oitavo colocado, se levarmos em conta que até a rodada passada, os mais pessimistas ainda temiam mais um rebaixamento, deste vez para a Série C.

Nem na cabeça do mais pessimista torcedor era possível admitir uma situação destas, se considerar que subir era uma questão de honra e uma das promessas desta gestão. No meio do caminho, para alguns, ou um pouco antes, o time já dava sinais de fraqueza e de incapacidade de lutar pela primeira proposta que seria voltar à elite do futebol brasileiro.

Hoje, o bom senso diz que isso só será possível com sorte. Aliás, muito mais sorte do que teve até aqui. A sorte de vencer o Juventude em casa, com um jogador a mais, nas condições que foi, ainda mexe muito com um sentimento que é difícil de aceitar. O tamanho deste Coritiba ainda está longe daquele que queremos e precisa ter para voltar a estar entre os grandes. Parece quem nem com sorte, nem a estrela de Argel, com os gols salvadores e defesas de Wilson, com Alecsandro desencantando,serão suficientes para a volta à primeira divisão.

As rodadas vão se diluindo e nada do time convencer. As evoluções são quase imperceptíveis, só o torcedor com uma enorme lupa de aumento consegue ver um time melhor a cada rodada. Mesmo que o ambiente interno seja de cobrança, como se percebe nas atitudes de alguns, principalmente de Wilson na cobrança velada a seus companheiros em desatenções como no gol de empate do Juventude.

Ainda falta muito para este time dar a segurança que a torcida merece e quer para votar a apoiar em jogos no Couto Pereira.

Não estou falando de qualidade técnica, mas de empenho ainda maior do que se viu em campo até aqui. Porque só a sorte não será suficiente. Apenas se mantém na Série B. Que a esta altura, para muitos, já é um grande feito, mas para a maioria ainda só interessa subir, se é que a sorte vai nos ajudar ainda mais do que tem ajudado.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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