Slimani está de volta?
A volta de Slimani, propõe um recomeço ou pelo menos a troca de filosofia de trabalho, nas improvisações que Guto Ferreira vem propondo. Aliás, além de Slimani, Bruno Gomes, prestando serviço à Seleção Brasileira pré-olímpica, também ausência bastante sentida, é outro que depois do seus compromissos com a Seleção não é peça garantida no elenco Coxa. Seja qual for a decisão sobre ambos, é preciso que isso seja resolvido o mais raído possível, porque são peças chaves, não só pela qualidade e importância dos dois neste planejamento de 2024, mas principalmente porque a bola já rola e o mercado fica cada vez menos atraente para clubes na condição do Coritiba.
Ainda sobre Robson e Natanael
Aproveitando o embalo, primeiro tinha decidido que responderia isoladamente a cada um dos defensores de Robson e Natanael, sobre a última coluna aqui publicada, mas decidi fazer isso escrevendo outra.
Primeiro me parece ser preciso deixar claro que não se trata de nada pessoal. De implicância, teimosia ou até de campanha para pedir a saída de ambos. Pelo contrário, já disse e repito que os dois são úteis, mas no banco.
Na lateral confio mais em D. Batista, além de já passar da hora do menino receber uma chance de verdade, de uma sequência mais longa e não de entrar nas ausências forçadas de Natanael. E, se a proposta neste início de temporada é testar, o momento me parece bem oportuno para ver até onde Batista segura a onda.
A voluntariedade e correria de Robson são qualidades que o destacam diante de um conceito que se criou no futebol, quando alguém demonstra “ vestir a camisa” de um clube, além do que faz a média dos atletas brasileiros. O que julgo pouco para as pretenções do Coritiba em 2024. Fazer gols em PSTC e São Joseense, não é um mérito que mereça assim tanto destaque com estão dando. No brasieliro da série A, Robson terminou na artilharia do time porque deu sorte de pegar uma sequência de penalidades, forçado pela ausência de um batedor mortal, no caso provocado pela saída de Manga.
Por estas e outras tantas, acho que no banco, Robson e Natanael, são duas forças para compor elenco e muito úteis em momentos que vamos viver mais adiante. Especialmente sobre Robson, sustento esta teoria desde o Brasileiro do ano passado.
Se Slimani e Bruno Gomes voltarem, com Arilson, Sebastian, Frizzo, Andrey, Bianchi, acho que temos qualidade para emplacar a Série B e quem sabe andar mais longe na Copa do Brasil.
A formação de elenco é do que precisamos. A palavra coloca num contexto outros vários nomes disponíveis e que alcançam uma qualidade também bem razoável com Manga ,Vini Paulista e Figueiredo, ainda com os meninos que chegam da base pelo menos (4)Lucas Rinier, Ruan Assis, Jean Gabriel e Jorge.
Além de fazer o time rodar neste primeiro momento, dando oportunidades, acredito que Guto Ferreira já tem o time ideal na cabeça. Talvez isso explique a tolerância de rodar com variações em mais umas quatro ou cinco rodadas, também para preservar o elenco clinicamente.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (3)
