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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Todos ao divã do analista

Não vai bastar um bom resultado contra o Sport, no Couto Pereira. Vai ser preciso provar que é time que merece chegar nas oitavas de final da competição, coisa que não acontece há 7 anos. Para isso, ganhar bem no Couto e também na Ilha do Retiro, precisa ser o mínimo a ser feito. Do contrário, mesmo com uma vitória apertada em casa, me parece ser o fim da sequência na competição.

Mais do que sorte, vai ser preciso jogar bola nas duas partidas, coisa que ainda não fez este ano.

Quem sabe assim, alcance finalmente o momento tão esperado, de virada de chave, enterrando este lamentável início de temporada, conseguindo levantar a cabeça e encarar também o Brasileirão.

Uma classificação para as oitavas da Copa do Brasil, sonho de consumo de todo clube - do departamento de futebol aos dirigentes, não só pelo status, pela exposição e pelo dinheiro em disputa, precisa ser colocada como prioridade absoluta por todos neste momento.

Já foi o tempo da psicologia de vestiário. É preciso ser trabalhada a psicologia profissional, como há muito tempo o futebol adotou a fisiologia do esporte como aliada.

Se em outros tempos, o trabalho era feito por treinadores e até por dirigentes, coisa que vimos muito nos anos 60 e 70, com Evangelino Neves, agora é hora do trabalho profissional da psicologia entrar em campo. Me parece ser a hora do trabalho específico da psicologiua esportiva com o atual grupo, porque se não vai na bola, precisa ir no mental.

Até porque, a diferença técnica, com exceção de uns cinco clubes, o resto nivela igual, com ligeiras diferenças. E neste caso, um trabalho sério de recuperação de autoestima talvez faça alguma diferença e nos coloque em vantagem pelo menos contra o Sport.

Daí pra frente, acho que o que vier será lucro. Assim como ficar entre os 10 primeiros no Brasileiro. Se beliscar uma Libertadores, é pra comemorar como se fosse título.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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