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ArquibancadaSergio Brandão

Um bom começo

Tive medo por Dodô. Achei que era roubada lhe dar uma tarefa tão importante como a estreia no Brasileiro, em casa, precisando vencer, tendo que ajudar o time a sair da crise, com Reginaldo tendo deixado péssima impressão na posição, com o estigma da lateral direita.

O menino mostrou personalidade, talento e sangue de vencedor. Além de ter feito uma boa partida, se empolgou com a torcida, ousou, deu conta da marcação, como também apoiou bastante na frente.

A noite fria com jogo quente, nos deu alento e paz por alguns dias, ainda na esperança que os donos da posição retornem. Mas já sabemos que quando Ceará não puder, e isso deve acontecer mais algumas vezes até o final do ano, temos Dodô. Isso sim, foi mesmo um grande alento, além da vitória de 1x0, claro.

Com um primeiro tempo fraco tecnicamente, Coritiba e Cruzeiro ofereceram, pouco futebol aos quase 7 mil torcedores que foram ao Couto nesta primeira rodada, de mais 37 que ainda temos pela frente.

Duas boas oportunidades nos deram as melhores chances nos primeiros 45 minutos. A primeira com Vinicius, que bateu mal na bola e depois com Dodô, que arrematou em cima de Fábio, depois de um passe na medida de Kleber.

No segundo tempo, o Coritiba voltou mais decidido em atacar o adversário, e a marcação forte na saída de bola, dava mesmo sinas que o gol era uma questão de tempo.

A entrada de Leandro em lugar de Ruy, colocou o time todo na frente, o que deixou as coisas mais fáceis quando o time de Belo Horizonte ainda perde um jogador expulso. Na sequência, o gol de Kleber só premiava o melhor time em campo, o Coritiba que mais buscou o ataque. A segunda expulsão, deixando o Cruzeiro apenas com 9 em campo, colocou água fria na fervura. O Cruzeiro com medo de tomar mais, se fechou e o Coritiba não forçou mais.

Wilson foi um mero espectador do jogo, tocando na bola apenas para bater alguns tiros de meta. O Cruzeiro não conseguiu chutar uma bola perigosa, sequer.

Juninho, o assunto da semana pareceu o mesmo menino de cabeça no lugar, sem se deixar empolgar com o assédio do Flamengo, fazendo uma partida sem atropelos e sem sustos.

O estreante Cesar Gonzales mostrou ter boa movimentação, visão de jogo, mas ainda precisa se ambientar, e mais adiante acredito que promete fazer muito pelo Coritiba. Se apresentou, para a partida, sem medo de se expor, foi substituído em momento certo, tendo vencido a primeira etapa desta fase, que foi a estreia em casa, com a exigente torcida do Coritiba.

O lance do jogo ficou para o final, já quase nos descontos, com Ortega e Leandro, justamente os dois que precisam desencantar com gols. Na cara do goleiro, tanto um como outro, primeiro Leandro, depois Ortega, chutaram em cima de Fábio, o melhor do jogo, que impediu o segundo e até o terceiro gol do Coritiba.Que não saiu por competência do goleiro do Cruzeiro.

Além das vantagens que uma vitória traz, dos três pontos numa estreia, ainda tira o pé da lama, depois de 3 derrotas seguidas e um título perdido, o Coxa consegue erguer a cabeça e enfrentar o Juventude com mais personalidade no meio da semana.

Avente, Coxa!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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