Um domingo como poucos!
Um fim de semana diferente, uma noite diferente, com uma sensação inexplicável de alívio. A noite foi mais leve, o sono fluiu e me fez dormir com cara de idiota, como há meses não acontecia. Tudo isso em troca de muito pouco, é verdade, mas pra quem nunca tem, o pouco é muito.
Começar o domingo na décima quarta posição é algo que ainda não tinha experimentado este ano. Tudo bem, eu sei que é pouco, mas me deixe curtir isso, nem que seja por algumas horas. Tira o peso, alivia, e quem sabe ajude na luta que ainda tenho pela frente.
Pra terminar assim, uma combinação possível de outros resultados me dariam muito mais: a semana inteira...sete dias com esta sensação! É tão bom que custo em acreditar!
Guardado algum exagero, claro, mas é mais ou menos assim que a maioria deve estar se sentindo com o resultado desta vitória maravilhosa diante do Fluminense.
Com 37 pontos, para continuar fora da zona da degola, entramos no domingo torcendo para o São Paulo vencer o Vitória ou empatar, e no clássico entre Figueirense e Chapecoense, ter um vencedor. Assim nos mantemos fora da famigerada ZR.
Nesta reta final o time anda me consumindo. Não consigo mais ir ao estádio. Não consigo ver mais nada. Nem na tv. Já sofri demais. Deixo minha função para os corajosos que andam ajudando a empurrar o time nos jogos no Couto- que ultimamente volta a fazer a diferença. Nem no rádio consigo mais. Minhas informações sobre os jogos chegam pelo Twiter ou em tempo real, também por alguns sites que oferecem o serviço.
Meu coração já não suporta mais tanto sofrimento nestes mais de 50 anos curtindo amarguras- com poucas alegrias. Ainda sou capaz de me satisfazer com pouco, como agora, por enquanto isso me basta.
Depois, lá na frente, quando acabar este sufoco, a gente vê o que faz para tentar dar um novo rumo para esta nossa história centenária, que não pode mais continuar assim, de altos e baixos. Mais baixos que altos.
Por enquanto, aos que vão ao Couto, obrigado pela coragem, obrigado pela torcida... PARABÉNS!!! Sei o quanto isso tudo também anda te consumindo. Desculpe pela falta da minha coragem. Fico na torcida pelo Coxa e por você.
Boa sorte! Vamos precisar dela!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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