“Vaná, o herói do título”!
Fez no Londrina e pode fazer no Operário? Não, também não acho que a situação seja a mesma. O time do Operário é melhor que o do Londrina. O time de Ponta Grossa não terá vergonha de jogar fechado e seu treinador, Itamar Schulle, anda trabalhando isso. Estancou todos os pronunciamentos do “Já ganhou”, que pudessem sair do seu elenco e da torcida. Colocou todo o grupo em “estado de concentração” para esta partida que é a vida dele e dos atletas. Sabem todos que o título será oportunidade única para uma visibilidade que não aparece todos os dias. Quem sabe a derradeira na carreira de muitos deles.
Só estas questões são ingredientes mais que suficientes para deixar esta partida mais difícil que as anteriores. Os dois jogos contra o Londrina, na semifinal, por exemplo. Além do placar que também precisa de um gol a mais.
Se você procurar nos arquivos do COXAnautas, vai achar um texto que fiz aqui no Blog Arquibancada”, publicado na véspera da primeira partida contra o Operário, ainda na primeira fase do Paranaense. Digo nele que seria o primeiro grande teste para o Coritiba no ano. E foi. Vencemos com tranquilidade, mas mesmo assim, é preciso lembrar que a situação agora é outra. Já tinha visto o Operário jogar e sabia o que nos esperava naquele dia. Agora será pior. O Operário cresceu.
Mas não sou apenas este poço de pessimismo, não. Como todo torcedor, sou dos que acha que mesmo assim, ainda temos alguma força a mais, um plus a mais para reverter este quadro.
Sou capaz de ir um pouco mais longe e ousar uma previsão que para muitos será o maior de todos os tormentos: 2 x 0 e decisão nos pênaltis, para deixar bem claro que nada no Alto da Glória é conquistado com um pé nas costas.
Ultimamente, no contrato que o torcedor assina, quando aceita a condição de sócio do clube, deveria conter uma cláusula, com item especificando e alertando para o sofrimento, prevendo e exigindo do candidato, exames periódicos em cardiologista e isentando o clube de custas com torcedores cardíacos, que por ventura precisem de atendimento no estádio, caso de domingo, por exemplo. Sim, domingo, os cardíacos que se cuidem.
Com requintes de crueldade e com show de absurdos, faço previsões mais catastróficas ainda.
Seremos campeões com decisão nos pênaltis. Mas não será pela artilharia certeira de Rafhael Lucas, ou de Negueba... mas pelas defesas que vão consagrar Vaná. Isso mesmo, Vaná será o herói da conquista. Com esta ironia, o medo de muitos, de Vaná como nosso goleiro no brasileiro, será confirmado.
Segunda-feira, os jornais da Capital estampam em primeira página: “Vaná, o herói do título”!
Pra você que até torce para o time perder o campeonato, pra ver se acorda o departamento de futebol pro brasileiro, fique esperto. Levante no domingo pela manhã levando isso em conta. Em dias de decisão no Alto da Glória, tudo é possível.
Façam suas escolhas: o título paranaense ou o brasileiro com Vaná?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (0)
