Vida longa ao novo Coritiba
Ao Coritiba de hoje, não se aplica a expressão “este futebol é um tal de ganhar e perder”.
Mas sosseguem, vem aí o Coritiba da Sociedade Anônima do Futebol, a SAF. E isso é só uma coincidência, mesmo que te pareça planejado neste momento. Não veio capengando, perdendo a motivação propositalmente, até que que entreguem as chaves da casa ao novo dono.
O Coritiba Foot Ball Club acabou pela incompetência, sobram só 10% dele, mérito de seus abnegados torcedores que trouxeram o clube até aqui. Teria sido mais digno se seus dirigentes tivessem tido a competência de também entrar para a história com a mesma dignidade e amor que sua torcida. Que Renato Follador não nos ouça, mas acho que se fosse com ele, esta passagem teria sido menos dolorida.
Desta passagem de bastão de Clube à SAf, mais parece prova de revezamento, não de 400 mts, mas de uma Maratona. Depois de 42 kms, a passagem de bastão é de uma chegada sem folego, procurando o atleta seguinte e passar logo o bastão para se livrar da encrenca. Glenn está com o molho de chaves na mão e há tempos não responde mais por nada lá dentro, sequer aparece no Alto da Glória para decidir algo.
Os investidores da SAF andam pelo Couto como quem entra em uma casa assombrada, tirando teias, tentando limpar a sujeira deixada para começar a trabalhar. Há muito trabalho, tudo para ser feito.
Melhor começar do zero. Não sei se não não preferem pegar a casa zerada, sem muita aspiração, com o clube na segundona, sem grandes investimentos, para concentrar esforços no projeto de colocar o Coxa em 5 anos entre os 10 primeiros do Ranking (se a SAF vingar) ? Assim, o trabalho seria feito sem pressão, com custos bem menores. Estamos falando de investimento feito por profissionais, não por torcedores como nós.
Está sendo fechado um ciclo no futebol do Paraná. A virada de chave do maior e mais velho clube de futebol do estado, passa para as mãos profissionais de gente que quer repetir no Coritiba o que o mundo todo já sabe há muito tempo: o futebol não é só uma modalidade esportiva, é um grande negócio e se não tomar este caminho, não sobrevive.
Seja bem-vindo ao novo Coritiba!
Vida longa a ele!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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