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ArquibancadaSergio Brandão

A bola é sua, presidente!

“ Coxa Maior – Um Coritiba de todos”! Assim construíram a frase de chapa, na campanha vencedora, para a eleição de dezembro passado. Se será maior, ainda veremos, UM CORITIBA DE TODOS, já sabemos que sim, aliás, da mãe Joana. Nunca uma freasse foi tão fiel a uma campanha. Provavelmente nem seus componentes sabiam que seriam tão fiéis a ela. Tão de todos que virou a zona que virou.

Falta o motivador da campanha tomar para si a parte que lhe cabe neste latifúndio, Rogério Bacellar. Sim, estou falando com o sr, presidente.

Estou desde quinta-feira - quando surgiram aqui no COXAnautas, as últimas revelações de Guerra e Medina - pensando e tentando entender tudo isso. Na verdade me parece não haver nenhuma novidade, a não ser a mesma conclusão que todos vocês já chegaram. Imagino não acrescentar nada. Apenas ratifico o que todos os colegas de blogs já colocaram.

Apenas acho que ainda é na figura do presidente que devemos buscar a solução para esta crise. Apenas Rogério Bacellar deve reverter este quadro. Chamar para si a responsabilidade e dizer finalmente a que veio. Repito abaixo o que já disse em outro texto, há mais de um mês:

A autoridade de presidente precisa ser evocada. Bacellar precisa bater no peito e chamar a responsabilidade para si, mesmo com a experiência administrativa no futebol, que sabemos não ter.

Se me permite, o Coritiba precisa perder esta cara que adquiriu, de Congresso Nacional. É preciso administrar o Coritiba pensando no futuro, ousar, pensar grande e modernamente. Pôr um basta ou no mínimo, minimizar as picuinhas políticas, de forma que não atrapalhem mais, ou que não interfiram tanto assim.

Antes que seja abandonado e fique sozinho, como fizeram com os outros, o senhor precisa tomar as rédeas da situação, antes que seja tarde.

O Coritiba precisa sair desta fogueira das vaidades, que queima o que ainda resta de uma história centenária, de amor, de uma torcida que sempre bateu no peito, orgulhosa de ser a maior, do melhor do Paraná. Isso não tem preço e não pode ser perdido, meu caro presidente.

Do “Coritiba Gigante”, da família Cornelsen, sobrou isso. Um amontoado de almofadinhas, preocupados com a exposição na mídia, dos louros de nenhuma vitória nestes poucos meses de vida da sua administração, Dr Rogério Bacellar. De gente que abandona o barco com uma facilidade impressionante, como fez Ricardo Guerra, lembrando uma criança mimada quando é contrariada.

Pobre Coritiba, pobre de nós, que mais uma vez assistimos o que já havia sido dito por muitos aqui mesmo neste site: “este Coritiba só tem o nome de Bacellar como novidade, as raposas que o cercam são as mesmas que estiveram e abandonaram Cirino, Gionedis e Vilson”.

O Coritiba precisa ser recomeçado. Primeiro profissionalizado. A administração precisa ganhar uma gerência administrativa. De nada adianta trazer gestores para o futebol, se a administração é de empresa de fundo de quintal. Do jeito que caminha, vamos precisar de estômago para ver o pior.

A virada está em suas mãos, Presidente. É do senhor que ainda esperamos um “Coritiba Maior”.

Estamos esperando, senhor presidente, a bola está como sr!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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