A classificação é uma questão tempo, por merecimento
O que vemos é a confirmação do que grande parte da torcida já sabe. O time é melhor que de anos anteriores, mas com limitações e agora mais do que nunca com um agravante. Alguns jogadores experimentam a exaustão de fim de temporada. A tal da curva descendente de que tanto fala a fisiologia do esporte. Não só a juventude de Natanael, Biro, Paixão, e de mais dois ou três que variavelmente são suficientes para sair do banco e salvar a falta de folego de um time com idade média alta. Robinho, Val , Rafinha, W. Farias, Henrique e até Gamalho, não andam jogando mal. Andam casados e não conseguem mais terminar os 90 minutos “inteiros”. Ontem, contra o CRB, Robinho saiu mancando e outros jogadores vão sofrer com a intensidade que foi disputada a partida de ontem, por exemplo. Mesmo com tanta doação, e até excessos, ainda temos menos frequência de atletas no departamento médico do que já tivemos na histórias recente do clube. Aliás um trabalho que é preciso ser enaltecido a esta altura.
Se chegarmos ao título, teremos um motivo a mais para comemorar: na plaquinha pregada no troféu, escrevam lá: SUPERAÇÃO.
É a palavra que define o que grande parte do time vem fazendo. É doação além da condição física de muitos. Por isso, não dá pra aceitar críticas de corpo mole ou piadas sobre este ou aquele que inexplicavelmente fez uma péssima partida.
O Coritiba é um time de qualidade limitada, que faz milagres numa competição difícil. E de agora em diante as partidas serão ainda mais “pegadas”, como foi nesta noite de terça-feira contra o CRB. A reta final começa agora. E será com este espírito de superação e de doação que chegaremos ao título, porque francamente, a classificação me parece uma questão de tempo. Por merecimento.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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