Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

A dança das cadeiras

A questão não passa por mais uma saída do comando técnico do Coritiba. A demissão de Argel diz muito mais que a saída de mais um treinador, cena comum no futebol brasileiro quando as coisas não andam conforme o planejamento dos dirigentes. No Coritiba a saída mais uma vez, de mais um treinador, deveria ir além, muito além, do que pode supor a situação.

Além de não ser novidade, aliás, a novidade está em terem decidido pela saída de Argel agora, e não como no ano passado, quando foram deixando pra lá e quando acordaram já era tarde e o ano se foi com Sandro Forner.

Todos sabemos, só eles ainda não perceberam que será mais uma vez a tentativa de mostrar que agora estão atentos, mas ainda longe de tomarem uma decisão de macho, que comece a resolver a situação em definitivo.

Treinador tapa-buraco não faz milagres. Não será Dado Cavalcanti, Pachequinho, Marquinhos, Sandro Forner, Argel e nem os que custam um pouco mais caro que os citados, que resolvem o problema do Coritiba.

Enquanto não arrumarem outro caminho que é meter a mão no bolso e contratar uns 4 ou 5 jogadores de qualidade, nem Tite e nem ninguém arrumará o Coxa.

Teremos eternamente esta dança de treinadores, que logo que são demitidos, fazem fila na justiça trabalhista, com ações milionárias contra o clube. E assim será com o próximo treinador, se não lhe derem autonomia, sem que seja levado em conta a primeira prioridade que deve ser a montagem de um elenco competitivo e sério, sem remendos com atletas de apostas.

O ano para o Coritiba começa pela segunda vez em 2919, ainda em fevereiro. Se tivessem superado esta mentalidade errada de contratar o mais barato, não estariam pagando caro pelas demissões que meses depois acabam na justiça trabalhista. Nem com atletas e nem treinadores.

Nem Tite, nem Renato Gaúcho, nem Wanderley Luxemburgo, nem Felipão, nem Telê Santana e nem René Simões, dão jeito neste time, que neste momento precisa de uma reforma de mentalidade diretiva, um choque de gestão, obedecendo a lógica da pirâmide de produção.

Primeiro arrumar a cabeça de quem manda, para que os mandados sejam bem escolhidos e que o retorno finalmente venha e transforme a torcida em gente feliz e satisfeita, de novo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (36)
Link copiado para a área de transferência