Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Acorda, Coritiba (2)

Que maravilha! Agora colecionamos derrotas para times da série “C” e “D”. Em duas semanas tomamos sete gols de Operário, classificado para a série “D” e Fortaleza, série “C”.

Ainda acho que só o atacante Ruy, do Operário, nutre algum respeito por nós, não tendo comemorado aquele gol de domingo, na decisão. O resto, já passa por cima botando pressão.

Fazia tempo que não me flagrava assistindo uma partida do Coritiba, torcendo pro jogo acabar logo. Fiz isso no domingo e agora contra o Fortaleza. Os dois com duas derrotas, que na soma acumulamos 7 gols tomados.

Contra os cearenses, até a nossa muralha intransponível, aquela fortaleza das horas mais difíceis, o Leandro Almeida, abriu o “bico”, dando de bandeja o primeiro gol contra Bruno, na primeira partida dele com a camisa do Coritiba. O segundo do Fortaleza foi para não deixar dúvida que o goleiro também não é Bruno. É Willian Menezes – que ainda se recupera de cirurgia. Tá certo que o chute saiu forte, mas não dá pra aceitar um rebote daqueles, no pé do atacante, que entrou sozinho pra bater escolhendo o canto, sem marcação.

Cheguei a sentir um certo alívio quando vi W. Paulista se machucar e ser substituído. Me desculpem a sinceridade, mas meu primeiro pensamento foi: “ só assim nos livramos desta encrenca”!

Por falar em Wellington, agora falando do zagueiro, acho que o rapaz cabulou a aula de fundamentos na escolinha onde lhe ensinaram jogar bola - mas mesmo assim provou ser um rapaz de sorte. O árbitro fez de conta que não viu um pênalti claro, feito por ele, logo no começo do segundo tempo. Jogada infantil, desnecessária naquele momento. Não era lance que levasse muito perigo ao gol de Bruno.

Não contente com isso, um pouco antes do fim da partida, cruza uma bola na linha do meio de campo, sendo ele o último homem. Qualquer jogador de futebol, principalmente zagueiro, sabe que naquela situação tudo é possível, menos cruzar uma bola. Minha filha de 5 anos sabe que se a única opção for o lançamento a um companheiro lá do outro lado, que então faça isso por cima, nunca com bola rasteira naquela distância e tão pouco com aquela força que colocou no passe. Imperdoável porque além de ter tomado a decisão errada, de fazer a única jogada que não podia ser feita - quase provocando o terceiro gol do Fortaleza- não deixou outra alternativa a Norberto a não ser de fazer a falta, sendo expulso em seguida, desfalcando o time para o resto da partida e para o próximo jogo.

De bom, temos o bonito gol de R. Lucas, o único chute certeiro dado durante toda a partida.

Nos segundo tempo teve mais posse de bola, mas ainda com as limitações e as maçarocas de sempre, sem objetividade e sem arremates.

Começo a achar que a carência vai muito além de um ou dois jogadores de meio.

Nossa defesa anda tomando muita bola nas costas. Foi assim contra o Londrina, Operário, e agora contra o Fortaleza. Com ou sem Lucas Claro, ficam buracos entre os volantes e a defesa. Quase todos os problemas defensivos são do lado de Wellington. Excepcionalmente desta vez a grande falha da noite foi de Leandro Almeida, o que na verdade me chama atenção para mais uma questão: nem a sorte está do nosso lado.

Como disse na coluna anterior, mais uma derrota, agora em Chapecó, no sábado, na estreia do Brasileiro, a casa cai. Entramos numa crise que vai ser difícil sair.

Acorda, Coritiba (2).

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (0)
Link copiado para a área de transferência