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ArquibancadaSergio Brandão

Adeus, Célio!

Célio foi um daqueles caras que dá para classificar como responsável pela formação da gente como torcedor. Além dele, muitos outros daquele mesmo período, que nos conduziram, ainda crianças, por este mundo do futebol.

Célio era quase como da família, frequentando muito a casa de uma prima, também amiga de Krueger e de tantos outros craques daquele Coritiba, que bravamente sobrevive em minhas lembranças.

Célio, Nico, Modesto, Berto, Bequinha... depois a geração seguinte com Claudio Marques, Oberdan, Hermes, Hidaldo... até chegar nos mais recentes, que para muita gente ainda não são tão recentes assim, ainda fazendo parte do grupo dos fósseis, achados só em escavações paleontológicas como a que faço esporadicamente aqui, ou no livro que lancei em outubro.

Junto com Célio vai uma bela história, de uma época brilhante do futebol. Aliás, o Coritiba parece ainda sobreviver apenas nestes achados históricos que insistem em reaparecer na vida dos mais saudosos que ainda circulam por aí.

Uma geração que está morrendo. Os que ficam recontam os feitos dos que vão. Caso de Célio e de tantos outros que já se foram. Nos restam ainda muitos, com muitas histórias boas para serem lembradas e contadas. É o que temos para o momento. A saudação e ainda o respeito por uma história escrita por um clube de futebol que chamamos de Coritiba.

Quem sabe, com um pouco de sorte, seja justamente através desta história, que renasça um novo clube, com mais 100 anos de história para ser contada, por uma nova geração de torcedores, com novos feitos, novos ídolos.

Avante, Coritiba!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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