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ArquibancadaSergio Brandão

Adversário mordido

“A derrota do Grêmio para o Botafogo, neste domingo, parece ter confirmado uma tendência tricolor no Brasileirão. Em jogos contra times que frequentam a segunda página da tabela, a equipe de Roger Machado tem marcado passo com frequência. E, com isso, acabou deixando o G-4 – agora com 22 jogos, o Grêmio é o sexto colocado, com 36 pontos, um atrás do Corinthians, quarto, e já a sete do líder Palmeiras.

Cinco partidas, em especial, marcam o mau desempenho gremista diante de adversários mais frágeis. Destes jogos, contra três times que estavam na zona de rebaixamento, o Tricolor somou apenas dois pontos".

O texto acima está no caderno de esporte de hoje, na edição online do principal jornal Gaúcho, “Zero Hora”.

Bom presságio, boas previsões à nós que ainda precisamos torcer pela crise alheia, para que estejamos mais seguros a cada rodada, com um olho no peixe, outro no gato.

Pegar o time do Grêmio pós derrota, com baixo índice de aproveitamento entre os que brigam pela chamada segunda página do brasileiro, como diz o jornal, é bom, muito bom para nós, mas não o suficiente.

As coisas nunca foram fáceis para os nossos lados, agora mais ainda e com um fato novo e mais uma vez nada favorável. Sem Kleber, fica a dúvida de como será este Coritiba na frente. Sem muitas opções, contando apenas com Kazim e Berola, a dúvida não será com quem iremos, mas sim como seremos sem o nosso principal jogador de ataque. Será que os rompantes de Iago serão suficientes?

É que mesmo com todas as dificuldades que tem nosso adversário, sabemos das nossas limitações, principal impedimento, e por isso para um bom conhecedor de futebol, é suficiente saber que mesmo em dificuldades, o Grêmio será difícil de ser vencido. O fato é que precisamos dos três pontos e dele não podemos abrir mão.


O Coritiba precisa jogar o mínimo de futebol para vencer mais esta rodada. Com Kleber, sem Kleber, com Iago inspirado ou não, com o Grêmio bem ou mau...a vitória será vital, como serão todas as rodadas daqui pra frente, jogando em casa ou fora. Estratégia é o nome da palavra que deve acompanhar o comando técnico daqui pra frente.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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