Ah, Keirrison!
Na entrevista concedida no gabinete do seu empresário, na tarde desta segunda-feira, na foto tirada para a entrevista, no canto superior esquerdo, escapa um pedaço da camisa do Figueirense. Como não pensar em algo maior, em artimanha criada para que Keirrison não jogasse contra o Figueirense e enterrasse de vez o time de Santa Catarina, coisa que seria fatal para as pretensões do time de Santa Catarina, caso perdesse a partida de sábado.
Se pegarmos o futebol jogado por ele nos últimos anos, é possível acreditar que a presença de Keirrison em nada alteraria mesmo no placar da partida. Nem a favor e nem contra, mas o curioso é que, justamente ele foi um dos poucos atacantes que reuniu melhores condições para esta partida contra o Figueirense. Foi um dos melhores jogadores de ataque nos treinos da semana que antecedeu a partida, já que o titular da posição, Henrique Almeida estava suspenso e Raphael Lucas e Evandro, afastados por razões aliás ainda desconhecidas ou mal explicadas.
Há um mês, a situação de Keirrison com o clube se agravou, se transformando numa encrenca pública, com direito a notificação judicial e muito barraco. Por isso, não seria difícil supor que Keirrison não estivesse nem treinando com o grupo principal. Pra surpresa de todos, estava e se recuperando da sua enésima contusão, desde que voltou ao clube, em 2012.
Nesta oportunidade todos sabiam que já não era mais a solução que buscavam. Insistiram em trazer de volta. Mais tarde, em outro pacote veio Pedro Ken. Dando uma vaga ideia de que aquele ataque mágico de anos passados, num lance de sorte, pudesse ressurgir.
Voltando ao caso da recusa em jogar contra o Figueira: esta história tem vários lados: a primeira delas é a falta de compromisso dele com o clube e do clube com ele. Os dois se merecem. Ou ele e esta diretoria se merecem. Falta de vínculo, de compromisso do jogador com a camisa que veste. Ainda é preciso levar em conta que Keirrison também é amigo de muitos dos “indomáveis”, agora em pé de guerra com os dirigentes que continuam no comando. Se você somar, diminuir, dividir e multiplicar, não sobra ninguém.
Qualquer um, com o mínimo de respeito pelo clube e pela torcida, esperaria esta poeira toda baixar para tentar resolver seus problemas pessoais. O que Keirrison fez, só agrava ainda mais a crise no clube.
Ainda assim , que se ache resposta para todas estas questões levantadas, gostaria de ter apenas uma delas: coincidência ou de fato há uma relação com a camisa do Figueirense pendurada na sala do empresário de Keirrison, quando o assunto era justamente o fato do jogador ter se negado em jogar, coincidentemente contra o próprio Figueirense, coisa que poderia ser determinante nas pretensões do clube de Santa Catarina?
Uma melhor vizulaização da foto pode ser feita aqui:http://globoesporte.globo.com/futebol/times/coritiba/noticia/2015/11/keirrison-diz-que-salarios-e-promessas-falsas-motivaram-decisao-de-nao-jogar.html
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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