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ArquibancadaSergio Brandão

Ainda há muito que crescer

Valeu para quem gosta de futebol, valeu para quem gosta do Coritiba, valeu pelo desempenho de Manga. Não valeu pelo desempenho da defesa e não valeu pelo resultado, mas foi a melhor partida do Coritiba neste início de temporada, contra o melhor time até aqui.

Com ressalvas, é a forma como deve se portar nos jogos fora de casa no Brasileiro. Potker foi fiel ao que pediu o treinador, mas não podemos abrir mão de Kaio Cesar, que infernizou a zaga adversária no segundo tempo. Com ele desde o início, quem sabe o resultado teria sido outro, como teria sido outro se Bruno Viana não tivesse mais uma vez entregue o gol ao adversário, como também não é possível admitir a trapalhada de toda a marcação no primeiro gol do Sport.

Acredito em reversão do resultado em Recife, mas com nova concepção de jogo, principalmente mais alinhado na zaga e com Kaio retornando ao time. Quem sabe com W. Farias com o papel de cão de guarda, ou até Liziero, desde que o time retorne com o tradicional volante de proteção. A nossa zaga precisa disso, mesmo que Bruno Viana dê lugar a Chancellor, passando ainda mais segurança à defesa.

Não há muito que inventar, as questões acima me parecem regra para entrar em campo com o mínimo de chance contra adversários superiores, caso do Flamengo no domingo, na estreia do Brasileirão, no Maracanã. Já contra o Fortaleza em casa, na segunda rodada, um outro esquema deve ser planejado. Assim, caímos no nosso primeiro problema: não temos elenco que favoreça esta variação tática. Então, ao trabalho, ao mercado para justificar os milhões do superavit no orçamento, anunciado semana passada. Investimento em iluminação, nova logomarca são necessários e muito bem-vindos, mas não há nada mais irritante aos olhos do torcedor ver o clube maquiado e errar no nosso principal produto que é o futebol.

Ou nos conformamos com nossos desejos nada pretensiosos, de um Brasileiro sem sustos, ou ousamos uma classificação melhor, para uma sul-americana. E com muita sorte e investimento surpreender e quem sabe alcançar uma Libertadores.

Se ainda temos muitos problemas, pelo menos eles são maiores que as soluções, já é possível olhar para trás e respirar aliviado. Se antes passamos sufoco para vencer Rio Branco, Aruko, Azures, Foz, agora levantamos a cabeça e olhamos para frente, quem sabe entrando nas oitavas da Copa do Brasil. Ontem isso me pareceu possível.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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