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ArquibancadaSergio Brandão

Ainda sonhando alto

Os tempos são mesmo outros. Foi- se a época que o Coritiba saia de um empate em casa com o Corinthians, festejando como um bom resultado, como o deste domingo.

Antes, com um resultado como o de hoje, tinha fila na Perpétuo Socorro, pagando promessa pelo empate que era festejado. Hoje, o empate em zero a zero foi ruim, mas a insatisfação com ele é um bom sinal. Sinal que temos time para jogar de igual e ganhar do líder do campeonato. Com um pouco de sorte e mais eficiência no ataque, teríamos tido um resultado mais satisfatório. Pena! Ainda não me junto aos lamentosos, os pessimistas que acham que a boa fase já se foi.

Não fui ao jogo. Apenas leio o pós jogo e pelo que concluo foi uma partida de forte marcação. Coritiba e Corinthians fizeram uma partida travada, sem muitas oportunidades de lances de gols.

Voltei à vida nesta tarde de domingo, saindo rapidamente para uma compra emergencial. Apesar do grave episódio da violência na porta do Couto, envolvendo mais uma vez torcidas organizadas, vi muita gente vestindo a camisa do Coxa com alegria pelas ruas. Com alguns arrisquei uma rápida conversa, perguntando se foi ao jogo e o que achou? Quase todos responderam que o Coritiba foi melhor, e que a vitória não veio por falta de pontaria, principalmente de Henrique Almeida. A pontaria que teve Jô, atacante Corinthiano, num gol injustamente anulado.

Diante disso, de gols anulados contra o Corinthians, lembro das tantas vezes que o time de São Paulo foi beneficiado por erros da arbitragem, em pênaltis e em posições de impedimento, no mínimo duvidosas, quando tivemos que nos contentar apenas em reclamar dos muitos absurdos apitos que nos prejudicaram, sempre em benefício deles.

De qualquer forma, mesmo pensado grande e ainda festejando a terceira colocação na classificação, os seis pontos perdidos em casa contra Bahia e Corinthians - certamente vão nos fazer falta mais adiante.

A não ser que volte das rodadas seguintes (fora de casa), com seis pontos, o que convenhamos, será muito difícil, já que no meio da semana já temos o Grêmio, que até aqui tem sem dúvida o melhor time da competição.

Mesmo assim, ainda levo em conta a boa fase Coxa e conto com três pontos em Porto Alegre. Dou dois motivos pra justificar o
meu otimismo: o futebol jogado pelo time de Pachequinho e o histórico nosso em partidas na casa deles, nos últimos anos.

Então, fico com uma matemática de torcedor . Uma vitória e um empate nas duas rodadas fora, que nos dariam 4 pontos , que somados com os dois pontos conquistados com Bahia Corinthians, somam seis em quatro rodadas, o que não é lá muita coisa pra quem sonha alto, como andamos sonhando.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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