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ArquibancadaSergio Brandão

Alakazam Alakazam...

Um mágico, aqueles de cartola e tudo, parece ser a solução do Coritiba. Seja no banco como treinador, jogando, ou até dirigindo o clube lá dos gabinetes do Alto da Glória, será bem- vindo, sem dúvida. Não há mais nada a se perder mesmo, então que seja com um mágico.

O tal de Colin Kazim, pelo menos nome de mágico tem. Mas que não esqueçam de avisar ao rapaz que será preciso trazer a cartola e a cada semana tirar lá de dentro um coelho. Terá que ser espetacular para suprir tanta carência. Como treinador, como lateral esquerdo, como volante, como meia, como atacante.

Não sei se não seria melhor avisarem ao rapaz da roubada que estão lhe enfiando, dando a oportunidade para pensar melhor antes de assinar com o Coritiba. É que a torcida não aguenta mais tanta gente chegando para se somar a um outro tanto que nada resolve.

O Coritiba parece aquelas prateleiras de mercadinho de bairro. Com um monte de porcarias, mas sem nenhum produto de primeira necessidade.

Que me desculpem os mais otimistas, mas o rapaz já provoca desconfiança na sua nacionalidade. Inglês, mas naturalizado turco, que também jogou na França, na Holanda, e serviu a dois senhores no futebol turco, ainda com passagem pelo futebol da Grécia.

Gostaria de queimar a língua, mas com tantos gringos dentro do time e com tanta boa vontade que a torcida já demostrou, e sem que ninguém consiga explicar algumas contratações, fica difícil acreditar em mais uma contratação que parece igual a todas as outras. Os últimos três dos recentes contratados, por exemplo, até agora não justificaram o barulho que fizeram quando anunciaram a sua chegada. Difícil de acreditar que desta vez a diretoria acerte. Que o tal do Colin Kazan seja de fato a solução para os problemas do Coritiba.

A ausência de Ortega e a insistência com Leandro é uma das coisas estranhas destas recentes contratações. Coisa que só se explicada pelo comportamento ou pela falta de futebol do paraguaio, mas que ninguém ainda viu direito. Sim, porque Ortega não teve de fato uma oportunidade digna para justificar a sua contratação.

A contratação de Benit[t][/t]z é outra que também não está clara. Com Carlinhos mal há tempos, não é possível entender que o lateral não tenha tido uma chance sequer.

Gonzales que merecia atenção especial, e que já tinha revelado algum talento, nesta partida contra o Grêmio, esteve abaixo da crítica, se somando a outros tantos meias que já temos e tivemos.

O mágico, inglês, naturalizado turco, com passagem pelo futebol francês e grego, também está mais para uma aposta, mesmo que tenha sido referendado pelo meia Alex, com quem ele jogou quando estiveram juntos no Fenerbahce. Aliás, coragem de Alex que mais uma vez presta um serviço ao clube, tenatando ajudar, agora avaliando um atleta, mas que se não der certo com certeza não vai faltar gente para crucificá-lo novamente e classificar o menino definitivamente como inimigo. Coisa de torcedor que para colocar alguém na cruz, não pensa duas vezes.

Parece que o mágico, Colin Kazim chega por estes dias para avaliação médica e se estiver tudo certo, assina com o Coxa.

Que os deuses nos protejam! Porque vamos precisar. Aliás, já estamos precisando!

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Nota da assessoria de imprensa de Alex:[/t]


Através de sua assessoria de imprensa, o meia Alex, ex-jogador do Coritiba, desmente que tenha indicado, sugerido ou participado da contratação de Colin Kazin, o atleta turco, que o Coritiba anunciou na noite de ontem, como seu mais novo reforço. Segundo Alex, sua única participação no caso foi ter dado sua opinião, quando perguntado pelo treinador Gilson Kleina, sobre as qualidades do Kazin.

Alex e Kazin jogaram juntos no Fenerbahçe há 5 anos, explicou o jogador. Alex ainda acrescentou dizendo que não participa de mais nada referente ao futebol.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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