Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Amigos, as crianças nasceram!

Nasceu um time, nasceu um goleiro, nasceu finalmente um camisa 10. Todos no mesmo dia. Trigêmeos de uma gestação difícil, com um parto pra lá de prematuro, com apenas cinco meses, mas todos passam bem. Mãe e irmãos mais velhos festejam. O pai parece ser o problema de tudo. É que no dia de nascimento, o suposto pai deixou uma carta avisando que não quer mais brincar de casinha. Passou a mão no amante e foram viver em outras paragens.

Mãe e irmão de tão felizes que ficaram com os trigêmeos, não se importaram muito com a decisão do pai. Na verdade só não entenderam bem a carta de despedida, que parece colocar defeito nos prematuros. Diz em seu conteúdo que as crianças não são exatamente o que ele esperava deles, e por isso pai e amante, estão indo embora.

Mesmo assim, a família festeja, comemorando os nascimentos.

Os recém- nascidos ainda devem ficar mais alguns dias na incubadora, por medida de precaução. Até domingo que vem pelo menos. Para não dar uma de atleticano e sair comprando camisa do Walter- outro recém nascido, o da vizinha - que parece não ser o filho desejado, que tanto queriam e como festejaram.

Meus amigos, sai renovado do Couto, mas todo cuidado ainda é pouco. Lembro que as crianças ainda estão na incubadora e precisam de cuidados. Não devemos nos precipitar, mas é mesmo um nascimento para ser comemorado, daqueles com charuto e tudo mais.

Ruy, Rosinei e Bruno são os nomes.

A sua surpresa foi a minha e pelo que vi, também de todo o estádio. Mesmo com o zero a zero nos primeiros minutos, era possível perceber que algo estranho estava acontecendo. Não era o mesmo time, não era o mesmo goleiro, não era o mesmo Rosinei, não era o mesmo Galhardo que vi contra o Fortaleza. Aliás, aqui me penitencio, porque Galhardo foi um dos que crucifiquei e achei que não justificaria a contratação.

Até a sorte que andava em outros lugares, sempre muito longe daqui, parece ter voltado. Nos dando de presente um goleiro e um gol. Se a sorte e a disposição de Bruno se confirmarem em mais uma partida, pode cancelar a busca pelo novo goleiro.

Ruy conseguiu ser melhor do que na estreia de quarta-feira, contra o Fortaleza. Rosinei jogou como nunca tinha visto jogar aqui no Coritiba.

Um time jogando com sangue nos olhos, com três volantes finalmente justificando suas funções. Norberto como há meses não se via. Até Wellington me surpreendeu, assim como Ivan, improvisado na esquerda. Irreparável e surpreendente este Coritiba na brilhante vitória contra o Grêmio.

Fui ao Couto bem mais cedo. Como gosto de ir, não para beber, mas porque estava acompanhado da minha princesa e com ela escolher um bom lugar para ficar. Minha pequena Helena que a cada jogo que me acompanha, torce como gente grande. Ainda com seus 5 anos, vibrou e nos deu a sorte de sempre. Nosso amuleto que ainda continua invicta sem saber o que é uma derrota.

Amigos, os trigêmeos nasceram, mas precisam de cuidados. Não vamos nos dispersar. As atenções devem ser maiores ainda. É só o começo como também é para todos os outros times. Coisa que o nosso rival não entendeu e logo saiu elegendo Walter como o novo Pelé. Esgotaram camisa com o número dele etc.

Sabemos que o buraco é bem mais embaixo. Uma maratona nos espera. Fizemos o que precisava ser feito. Tiramos definitivamente aquele peso das costas. A classificação contra o Fortaleza se confirmou com esta boa vitória em cima de um time grande e de qualidade.

Temos três filhos para criar e tirá-los da incubadora. Filhos abandonados pelo pai, que na verdade ainda não se explicou direito porque da decisão.

Guerra e Medina, sobrenomes que nossas crianças não terão no registro de nascimento.

Por enquanto, só Deus sabe por que?
SAV.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (0)
Link copiado para a área de transferência