Ao divã do analista!
Do conforto da liderança por várias semanas, algumas vezes com uma distância bem razoável do segundo colocado, a um segundo lugar, ameaçado muito mais por conta do futebol que jogou nas últimas duas rodadas do que por competência dos adversários. Parece que não guardaram folego para a reta final.
Se é a série B marcada pelo baixo nível tecnico entre os 10 primeiros colocados, é inadmissível entender este sobe e desce do Coritiba, com queda de rendimento muito acentuada, a ponto de vermos o que estamos vendo. De um Coritiba que briga pelas primeiras posições a um time que parece estar brigando para fugir do rebaixamento. Do time arrasador algumas vezes a um time apático, provocando sentimentos obscuros na alma do torcedor.
Mas também ainda não está na hora de vestir (novamente) o personagem do vira-latas, mesmo que a sensação do sofrimento que nos acompanha há anos e o momento seja mesmo de torcer o nariz e se preparar para o pior. Aconselho respirar, olhar pra frente e acreditar. Infelizmente é assim que estamos. Fomos educados assim, nestes últimos 10 ou 15 anos. A desconfiança já esta incorporada à nossa personalidade, mas lembrem-se. Estamos brigando pelas primeiras 4 posições, não para fugir do rebaixamento. Sim, eu sei, é pouco, bem pouco para o que merecemos e até sonhamos nestes últimos meses, mas é o que temos para o momento.
Como já disse, o sofrimento vai até o fim. E lá na frente sobrarão os dois mesmos lados de sempre: os que reclamam de tudo e não aceitam esta situação e os que terão dada a missão como cumprida. Sem o título de campeão, mas classificado. E olha, mesmo que termine como campeão, terão os insatisfeitos, porque não aceitam mais sofrer com estas seguidas dificuldades diante de clubes de menos expressão. De qualquer forma, é o Coritiba que temos, o Coxa que nos dão para torcer.
A esta altura, me enquadro entre os que se darão por satisfeitos com a classificação entre os quatro primeiros. Por isso, todo o apoio possível a partir de agora, principalmente nos jogos em casa é o que interessa. Será assim que retomaremos ao nosso lugar na primeira divisão. Mais uma vez será a torcida que fará a diferença. Terminado isso, no final do ano ou começo de 2022, vamos ao passo seguinte. Uma coisa de cada vez.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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