Assustador !
Não é momento para tumultuar o já tumultuado ambiente, mas é hora de cobranças internas, se é que já não acontecem. É hora principalmente de bater no peito e assumir que com o que temos na casa, não vamos longe. É preciso rever algumas contratações, admitir os erros e repor com rapidez e mais qualidade. Gastaram mal, o acerto foi pequeno e mesmo assim até agora sem a resposta necessária.
Mais um zagueiro, dois laterais, um esquerdo e direito e dois atacantes de lado. E se é pra deixar o Coritiba com cara de time de futebol, então faço coro com uma necessidade de quase 10 anos: um meia com mais qualidade (ainda acho que Andrey será o cara).
Quanto ao treinador, acho que com um time melhor, Antônio Oliveira não terá espaço para tanta cagada. O mercado tem o pior cenário para contratações. Um treinador top de linha, não virá por questões salariais e os medianos já estão empregados.
Manter Antônio Oliveira com este time, será retardar um sofrimento, mas acredito que será este o caminho a ser escolhido. Porque é o mais possível e menos oneroso, mas é precioso fazer tudo isso no menor prazo possível.
O brasileirão está aí. Mais um mês e meio e o frio na barriga vai chegar junto com uma sequência bem mais difícil.
Perdemos três meses brincando de gato e rato. Nem fizemos a lição de casa e a hora das provas finais está chegando. Nossa média de notas de bimestre está abaixo do esperado para passar de ano. Assim, ficaremos pra recuperação com novo sofrimento, se não reprovar direto e mais uma vez vamos repetir de ano. A hora da mudança é esta. Ou muda ou sucumbe, novamente. E desta vez a decepção será maior ainda.
Não podemos nos acomodar e admitir o sofrimento, como se já fizesse parte do uniforme.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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