Balaio de gatos
Foram anos assim. O processo se enraizou e por isso a grande dificuldade de sair do atoleiro. Os resistentes fazem muita força contrária. A nós cabe continuar fazendo força do lado de cá. O mau esta em quase tudo, principalmente onde sempre houve atalho para o dinheiro fácil, ao poder e à vaidade.
Nas duas maiores manifestações populares do Brasil, Carnaval e futebol, temos uma miniatura deste quadro todo. Do futebol arrancaram fortunas e muita projeção. Fizeram dele uma grande ponte para negócios ilícitos. Onde o efeito dominó ainda não é perceptível como na política tradicional. Há uma movimentação sutil para que isso também tenha fim, mas os velhos vícios ainda são vistos e parece que estamos longe de alguma mudança que caminhe para o definitivo.
Este velho jeitão do comportamento nacional, pode ser visto nas administrações dos clubes, principalmente na entidade maior do futebol, a CBF. E isso acaba respingando nos clubes. Os revoltosos se insurgem e até conseguem algum barulho, mas sucumbem diante da falta de força e principalmente porque são impedidos de circular livremente nestes ambientes promíscuos, sujos e viciados.
O outro lado, ainda se utiliza de padrões de comportamento, como entrevistas coletivas, apoiadas por uma imprensa igualmente corrompida, como se o que falassem fosse verdade absoluta. Dizem o que querem, subestimando a nossa inteligência, sem se importar com nada. Como se fossemos incapazes de raciocinar. Se fecham neste mundo de mentiras, onde sou capaz até de acreditar que muitos acreditam mesmo na própria mentira que contam.
Alguns são inocentes, mas úteis aos interesses dos que sabem usar a lábia. Só que no balaio de gatos se misturam e do lado de cá fica difícil distinguir o bom do mau, o bem intencionado e o mau caráter.
Vai ser preciso ser mais esperto, e ficar bem atento a tudo.
Ano que vem, no Brasil, as novas eleições podem definir o rumo do pais. Já no Coritiba, é pra já. Em dezembro deste ano o balaio estará à mostra e todos eles poderão ser vistos. Abra bem seus olhos, fique atento. É um bom momento para pelo menos começar uma mudança.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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