Basta!
Como atração, além dos jogos, ainda te dão algumas promoções, uma delas bastante conhecida: o Sócio/Jogador, sempre chamando atenção no centro do gramado, sob o comando do Vovô-Coxa, no intervalo de todos os jogos no Couto.
Na falta de um time melhor, pão e circo para o povo. Com brincadeiras para relaxar no intervalo, porque a coisa anda tensa.
Mas me diga, que torcedor não pagaria com gosto e não se associaria ao clube vendo empenho da diretoria na montagem do time? Quem não daria até mais do que o dinheiro da mensalidade de sócio, para ver um Coritiba competitivo, brigando pela ponta das tabelas, quem sabe disputando uma vaga para libertadores?
A coisa anda tão feia que nem de longe dá pra pensar em título, mas mesmo assim a gente ousa e sonha com mais uma participação em Libertadores.
A promoção sócio/jogador, mais parece ironia. Melhor seria se sócio também pudesse resolver alguns dos problemas criados nos gabinetes e que andam refletindo no campo. Pelo menos é esta a vontade de muitos. E olha, não sei se alguns não resolveriam mesmo. Com um pouco de treino e condicionamento físico, acho que não estou dizendo bobagem. Tem muita gente melhor na arquibancada que no gramado, que veste o manto sagrado e posa de atleta.
Esta vontade de estar lá, de mostrar como as coisas precisam ser feitas, certamente não é só minha. Com tanta demonstração de falta de empenho, de qualidade, e especialmente de amor ao clube, não sei se em alguns casos, não seria mais interessante fazer uma promoção entre os sócios, tentando achar algum torcedor talentoso, capaz de resolver nossos problemas em campo.
Cada vez me convenço mais que a cada dia nos distanciamos do que queremos e sonhamos.
BASTIDORES
Não posso tratar do futebol jogado pelo time do Coritiba hoje, sem lembrar que ele é reflexo dos seus gestores. Um Coritiba com muitas caras e ao mesmo tempo com cara de ninguém, com cara de nada. Começou com “5 caras”, se reduziu, (como sempre nas sua história). Assim como o time, também sem cara, sem padrão de jogo, sem técnica, sem tática. A genética explica isso. Tal pai tal filho.
Este Coritiba que nos representa há alguns anos, agora é a nossa cara na Copa do Brasil, no Campeonato Brasileiro e que nos representou na fracassada campanha do Paranaense já há dois anos, é também a cara das picuinhas de seus bastidores. A cara dos seus senhores vaidosos, preocupados em conjecturar, em se dar bem, em se beneficiar do clube.
O mesmo Coritiba de muitos anos, quando se formou este grupo que o comanda hoje e dele não larga porque se alimenta da vaidade, como sanguessuga, e não mais do amor que um dia levou esta mesma turma ao comando do clube. Me refiro a todos que comandam, aos que têm a caneta na mão.
Por isso, em nome deste amor que um dia foi verdadeiro, rogo aos senhores, que com a mão na consciência, em nome desta nação, repensem seus atos, seus caminhos, suas vaidades, seus interesses pessoais e revivam o sentimento maior, que é o amor ao nosso glorioso Coritiba.
Se isso não é possível, então deixem o caminho livre para novas ideias, novas propostas, para um novo Coritiba retomar sua história de glória.
Saiam de fininho, a gente faz de conta que não vê, não fala nada e deixa que sigam seus caminhos, mas que seja longe daqui. Que não atrapalhe mais. Somos maioria e queremos um Coritiba diferente deste que vocês não conseguiram ou não puderam nos dar.
A fila precisa andar, senhores do conselho, senhores da diretoria!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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