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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Bom começo!

Fico impressionado com o pessimismo de alguns. Mesmo que leve em conta a história do gato escaldado, porque de fato estamos cansados, mas ainda assim, acho que sofrer e reclamar por antecipação é um desgaste desnecessário, coisa que ainda move muitos por aqui.

Parece que se um dia um título importante chegar, vão arrumar algo pra chorar e reclamar. Se um dia um treinador, um presidente, um atleta, um time cair nas graças da maioria, esta turma vai arrumar algo pra se opor.

Prefiro esperar e agora perceber que a atual diretoria Coxa está sendo no mínimo coerente com o discurso feito no período eleitoral, quando pregou o fortalecimento das categorias da base. Então, se é isso, Sandro Forner me parece ser mesmo o melhor nome para o comando técnico.

Reclamar agora, antes mesmo do início do trabalho, é ranzinzice. Se vai dar certo, é outra história. É outra discussão pra mais adiante.

Parece que dede já, alguns até torcem pelo insucesso, só para mais adiante dizer - viu, eu avisei! Só para conseguir manter a pose de sabichão, para poder desfilar como o cara de dono da melhor bola de cristal da cidade.

Temos por aqui todo o tipo de torcedor. Agora, estou fugindo das longas discussões sobre quem tem razão. É um desgaste desnecessário.

Prefiro perder o meu tempo conjecturando como Sandro vai jogar? Com quem vai contar para montar seu time, além das figuras manjadas que conhecemos da base - quem mais virá? Quem será o auxiliar de Sandro? Com quem ele vai dividir suas dúvidas? Etc... etc... etc.

Teremos um novo time, um novo clube em 2018. Novinho em folha. Do presidente ao banco de reservas. Um bom momento para uma mudança radical. Que é para apagar a impressão da administração anterior. Imagine só começar um novo ano, na série B e ainda com Bacellar na presidência? Isso sim seria pior, não acha?

Não dá pra começar pensando que tá tudo errado, quando apenas começam o trabalho. Não dá pra não acreditar em quem anuncia o novo treinador da forma como fizeram. Foi criativo e respeitoso, colocando o sócio/torcedor em primeiro lugar. Percebam, soubemos antes da imprensa que Sandro Forner será o nosso novo treinador.

Começaram bem. Gostei... usam métodos modernos de gestão. Ganhei mais motivos para que minha torcida seja ainda maior pelo sucesso de Samir Namur e seu G5.

Pra você que não sabe, o torcedor Coxa foi surpreendido na manhã desta sexta-feira, com uma chamada em seu celular. Era uma ligação do novo treinador, se apresentando ao trabalho:

Dizia a gravação: “Quero agradecer a oportunidade de assumir a equipe do Coritiba. E também queria fazer um pedido para que você, sócio, esteja do nosso lado nessa nova etapa. Só a torcida pode nos ajudar a dar a volta por cima. Todos juntos somos mais fortes. Um grande abraço e um ótimo 2018 a toda a nação coxa-branca”, disse Sandro na gravação enviada aos sócios.

Que comecem os trabalhos. A criatividade a serviço do trabalho é mesmo um bom começo.

Que venha o ano difícil que teremos pela frente. Acho que estamos começando bem.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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