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ArquibancadaSergio Brandão

Cadê o clube que tava aqui? O gato comeu!

É preciso entender o futebol a partir de torcedores. Do contrário, futebol e clube, sem torcida, pode ser qualquer coisa, menos futebol.

No Coritiba, os últimos dirigentes iniciaram um processo de exterminio da torcida Coxa, numa sucessão de ações equivocadas, ao preço de no máximo, em mais alguns poucos anos, termos o Couto Pereira como o primeiro estádio sem utilidade para a prática do futebol.

Um estádio ou clube sem time e sem torcida, mas que será apresentado orgulhosamente como propriedade de um clube, com suas contas em dia, sem dever dinheiro algum a ninguém, mas sem torcida porque, não haverá mais futebol.

Quem sabe sendo espaço e também dando origem a uma confraria de ex- presidentes - honestos, que devem se reunir uma vez por mês em jantares comemorativos, levantando brindes à liquidez financeira da instituição, que na verdade não será mais de futebol, mas de cavaleiros que honraram o fio do bigode. Algo como a Boca Maldita que reúne seus confrades uma vez por ano e confraternizam.

Seremos um clube de senhores que transformaram sonhos, uma linda história de conquistas, na honra de terem sido os homens que um dia presidiram um clube de futebol que mais adiante poderia muito bem ser chamado de tudo, menos de Foot Ball.

Acabam cruelmente com sonhos de gerações, especialmente das mais novas que escolheram um clube de futebol para torcer, muitos por influência de uma tradição familiar, mas que se perde na história. Um clube com um belo passado no futebol, mas sem futuro.

Hoje, amanhã e todos os dias, matam dezenas de torcedores Coxas. Ou pelo menos os convidam a escolher outras paixões - as correspondidas - sugerindo que se ocupem com o que pode lhe dar mais prazer e alegria.

Um clube de história, que para muitos nada mais significa e vive seus últimos dias.

História de personagens de um passado já bem distante, contada há muito tempo que já se mistura com ficção.

Não demora, ficará apenas o nome: Coritiba (sem) Foot Ball Club, o único que nasceu, viveu e morreu, como ninguém na historia do futebol brasileiro.

Viva Samir, Vilson, Cirino e Bacellar. Nomes que marcam para sempre e definitivamente a história de um clube que um dia foi de futebol.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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