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ArquibancadaSergio Brandão

Cale a boca, Kleber!

O atacante Kleber dá seus primeiros sinais de descontentamento. Quem sabe uma recaída como o Gladiador que sempre foi. Brigão, reclamão, insatisfeito... Pelo menos é o que tenho lido em suas manifestações quando perguntado sobre a temporada que se inicia.

Foi o primeiro, até mesmo antes de muitos torcedores a reclamar da limpa que se instalou no Coritiba. Kleber tem se manifestado contrário a saída de alguns nomes que não fazem mais parte dos planos do Coritiba para 2017.

Se ele se refere à saída de Benitez, Bareiro, Gonzales, Leandro e Juan, estamos de acordo. Também acho que estes nomes deveriam ser mantidos no grupo. Era espinha dorsal que precisa ser mantida.

Os mais pessimistas diriam que por ser o que restou da panela, reclamar é o que resta a Kleber. Mas neste momento, a opinião de Kleber não parece ajudar, pelo contrario, só atrapalha um ambiente que já não é dos melhores.

Kleber tem razão, mas não é contratado para reclamar, dar palpite. Se as tiver, que as dê internamente, entre seus companheiros e com o treinador, quando chamado para isso.

Posso e quero estar enganado, mas estas manifestações parecem dar um start, são um despertar do gigante que esteve adormecido desde que o jogador chegou no Coritiba. Com um comportamento discreto, fazendo o que lhe compete (gols), salvando o time de situações bem complicadas, Kleber agora decide dar vasão a seu temperamento mais forte.

De líder, até ídolo do torcedor, Kleber pode se transformar num problema caso comece a “cornetear “nos bastidores. Ambiente conturbado é tudo que não precisa o Coritiba neste momento delicado.

Todos sabemos dos erros e quase nenhum acerto nas contratações, mas não precisamos de Kleber para nos dizer. Dele espero no mínimo o mesmo futebol e empenho do ano passado.

A nós e a Kleber resta torcer para que estes recém chegados acertem e funcionem, atendendo as necessidades do time, dentro do que precisa e está no planejamento de Carpegiani.

De cornetas bastam nós, torcedores chatos e exigentes que podemos ter esta relação de cobrança com o clube. De Kleber, quero o futebol, a dedicação, o empenho e a raça que vimos de 2016. Suas opiniões podem ser guardadas e discutidas com o próprio treinador, se Carpegiani quiser e pedir.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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