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ArquibancadaSergio Brandão

Clube do bolinha

Na avaliação de alguns, Kleina foi o que menos teve culpa na derrota para o Santos. Ainda tentando manter uma posição mais isenta, deixando meu lado de torcedor, mesmo que seja por alguns instantes, não consigo eximi-lo de culpa. Se não errou em todas as mexidas que fez - que tenha feito algumas por necessidade, por contusão - mesmo assim não consigo entender pelo menos duas questões: a primeira foi rechear o time com a inexperiência e incompetência, quando o que o Coritiba precisava naquele momento, era de mais experiência ainda. Afinal, ganhava o jogo e precisa de cabeça para segurar o resultado, mesmo que fosse o empate,( o que aconteceu mais adiante). A segunda foi não ter tentado com Ortega quando precisou tirar Kleber. Isso no mínimo manteria dois jogadores do Santos com olhos ao ataque do Coritiba que sumiu, depois da troca. Mas isso é mesmo passado e o momento é outro.

[t]Gente nova chegando...[/t]

Segundo informações, um novo meia está chegando. Felipe Amorim, numa troca por Dudu, com o Fluminense. Uma aposta, nada além disso. Confesso, lembro muito pouco deste jogador. No mínimo mais um que chega e nos coloca na expectativa ( mais uma vez)para que acerte e nos dê alegrias. É o máximo de qualidade que a diretoria consegue garantir em suas últimas contratações.

Como boa notícia, chega a informação que Juan está praticamente liberado para voltar. Este sim, a grande esperança. Pelo menos foi esta a última impressão que deixou quando jogou recentemente, até que saísse machucado antes das finais do paranaense. Nesta segunda-feira, já fazia treinos com bola e segundo informações do próprio Coritiba, pode ser que apareça entre os convocados para a partida de amanhã (quarta-feira), contra o São Paulo.

[t]Kleina e suas opções[/t]

As opções de Kleina, há tempos sabemos não são mesmo as melhores. Não é de agora que todos pedem elenco para a disputa do brasileiro, um campeonato longo e que com apenas 11 jogadores, não vai chegar a lugar nenhum. Por isso ainda se recente quando precisa abrir mão de Juan e Ceará, por exemplo, e vai sentir quando Kleber sair, Juninho etc.

Vejo que na mídia , Kleina reclama de qualidade nas reposições. Mas por que reclamar disso somente agora? Só agora, quase na metade do ano, quando chegamos à terceira rodada do Brasileiro. E a pré-temporada serviu pra quê?

Não é possível que a montagem de elenco não tenha sido prioridade num planejamento que deveria ter sido feito no começo do ano. Não é possível que só agora ele e sua equipe percebam que não há reposição, ou que são poucas as opções e não atendem todas as necessidades, em muitas posições.

Por que só agora o problema é reconhecido? Não faltaram cobranças, pelo menos aqui, entre os colunistas do COXAnautas, sobre a montagem do time, tendo como a maior preocupação a montagem de um elenco, e não contratações isoladas para resolver uma ou outra posição. Qualquer profissional de futebol sabe que hoje o planejamento é a alma do negócio. Se não for assim, é trabalho amador e que não serve mesmo para o Coritiba.

Outra coisa que me incomoda já há uns dias, desde as finais do paranaense, pra ser mais exato: a blindagem que os atletas estão fazendo em torno do nome de Gilson Kleina. Primeiro o grupo todo chamou para si a responsabilidade da perda do título. Alan Santos, na semana passada, logo depois da desclassificação da Copa do Brasil. E agora Kleber. Todos procuram isentar o técnico de toda a culpa pelos seguidos fracassos.

Já disse isso e volto a repetir. Não tenho absolutamente nada contra a amizade deles, e minha opinião não serve para avaliar se podem ou não serem amigos, mas o Coritiba não é um clube social, onde compadres se encontram no final da tarde para troca de ideias, num bate-papo descontraído. É trabalho, custa caro, envolve muita paixão, como todos os clube de futebol, onde não há lugar para incompetência. “Amigos sim, mas negócios à parte”!

Querem ser amigos? Ótimo, mas lá fora, dos muros do CT ou do Couto, pra fora. Lá dentro precisa apresentar resultados, precisa de cobrança, e acima de tudo “SUAR SANGUE”, coisa que prometeram e que até agora ninguém viu.

Ainda não completamos um mês e duas competições foram jogadas fora. O paranaense e a Copa do Brasil. Isso representa menos dinheiro aos cofres do Coritiba, e com outras consequências financeiras ainda mais desastrosas, como debandada de sócios e desinteresse de novas adesões, uma das principais fontes de arrecadação do clube.

Aliás, falando em torcida, nunca vi a torcida do Coritiba tão conivente, tão passiva como agora.E olha que há tempos suporta esta condição de inferioridade, coisa que não lembro de ter visto em todos os meus anos de arquibancada. No mínimo estranho.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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