Com a regularidade de sempre...
Agora a regularidade do time esta contaminando. Até Wilson parece ter sido picado pelo bichinho da ruindade, se dando ao direito de abusar da sorte.
O time todo parecia ter nos pés, além das chuteiras, um peso a mais. Qualquer toque na bola, acabava nos pés do adversário. No máximo dois toques e a bola era devolvida ao adversário. Dá quase para dizer que foram 22 contra ninguém. O Avaí não teve adversário. Se atrapalhou na primeira etapa porque também é um time ruim. Assim, acabamos no que já disse aqui, no post anterior, que o nível da série B de 2018 está mesmo abaixo do suportável.
O vexame de não subir, se isso acontecer, será maior, porque não estar entre os quatro primeiros, com o nível do futebol que estão jogando na série B, é mesmo muito vergonhoso. Passa muito longe do que podemos chamar de futebol profissional.
Como torcedor, assistindo os jogos do Coritiba, me flagro torcendo pela conclusão das jogadas... que elas comecem e terminem. Se a bola vai chegar ao gol adversário, é outra conversa. Dizer aqui que o Coritiba não chutou nenhuma bola no gol do Avaí na primeira etapa, é repetir o que todos já sabem há muito tempo. Isso já não surpreende ninguém.
Estamos nos acostumando com o ruim, com o muito ruim. Apenas pelo amor que resta desta relação clube/torcedor. É o que resta aos que aqui aparecem para desabafar. É só pegar o nível das discussões e comparar com as de 10 ou 15 anos atrás. Não é preciso ir muito longe. A nossa queda de qualidade é vertiginosa e assustadora.
Aos poucos fui saindo de cena. Como devo sair ainda mais. Publiquei textos diários. Estão rareando por absoluta falta de inspiração. Compartilhei links do COXAnautas nas redes sociais, não faço mais. Não leio nada onde estão torcedores, a não ser aqui, porque somos parceiros e ainda conseguimos algum respeito entre nós.
Ainda na esperança de algo melhor, fico por aqui, sem muito mais a dizer.
Que venha o Juventude e que seja o que Deus quiser!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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