Começo ou recomeço?
Vejam que apenas trocamos de treinador. Nada além disso. Aliás, com uma improvisação na lateral direita, Vinicius Kiss ocupando o lugar de pelo menos três atletas contratados, como originais da posição. Coisas que só no Coritiba se explica. Acaba de virar lenda esta história de contratações no Coxa.
Mas além disso, também será possível ver a mão de Eduardo Batista nas mexidas que anda fazendo no meio e na frente. Além de ocupar o campo de forma diferente, Eduardo Batista parece ter conseguido fazer também o papel de psicólogo, coisa que Sandro Forner não conseguiu.
Nos treinos o NOVO Coritiba parece mesmo diferente, ocupando mais e melhor os espaços, com pequenas mudanças e também corrigindo posições. Continuamos praticamente com as mesmas opções, mas com um esquema diferente. Assim, quem sabe já tenhamos um time com mais pegada, no meio e na frente.
Chiquinho e Jean Carlos aparecem entre os titulares e nos livram de Iago Dias e G. Parede. Os dois, que não emplacaram ano passado, tiveram nova oportunidade este ano e de novo não corresponderam. Se juntam a outo tanto de atletas que já deveriam estar em negociação, aliviando a prateleira do mercadinho do bairro, entre os produtos com prazo de validade vencida. Junto, alguns dos recém contratados, como Benetiz e Simião, mesmo ainda dentro do prazo de validade, mas que também podem fazer parte do mesmo pacote, afinal estão na prateleira apenas como figuras decorativas.
Kady surge entre estes nomes que não convenciam, mas neste momento parece renascer.
Acredito que secretamente, Eduardo Batista e Samir já tenham conversado mais reservadamente sobre estes e outros assuntos. Já que a esta altura, depois de uma semana e pouquinho, Batista já sabe onde estão as principais carências do elenco. E a hora de se arrumar ainda é esta. Mais adiante é um risco que o clube não pode mais correr.
Na verdade a torcida ainda vive a grande expectativa de mais um ou dois grandes nomes que ainda precisam chegar para fechar o elenco e finalmente dar a cara do time que teremos até o final da temporada. Bruno Moraes ainda precisa mostrar que vau dar conta do recado lá na frente, problema que parece em vias de ser resolvido, já que Alecsandro e Evandro também andam reabastecendo o estoque em uma das prateleiras do mercadinho. Isso sem falar em Kleber que pra mim é carta fora do baralho e que deve ter um encaminhamento diferenciado, porque ainda é a joia da coroa.
Enfim, Coritiba x Criciúma é um bom momento para tentar reaproximar o sócio novamente do time, com promoções a escolher. Vai desde preços mais acessíveis, até algumas categorias de sócio que está livre da compra de ingresso.
Para os otimistas, um começo, aos pessimistas mais um entre tantos recomeços.
Com certeza, uma vitória convincente, com um time jogando pra frente, fazendo valer o mando de campo, se valendo como há muito tempo não se vê, sabendo usar a vantagem de jogar no Couto, já será uma pontinha de crédito que a torcida pede desde o começo do ano e ainda não teve.
Mais uma pisada de bola de dirigentes, atletas e comissão técnica, pode representar um risco muito maior do que se imagina. Não há mais para onde estender a capacidade de limite do torcedor com o clube. A hora é esta.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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