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ArquibancadaSergio Brandão

Conversa pra boi dormir

“PRECISAMOS PONTUAR ”, disse Jorginho. Disse Giavanni Augusto: A RESPONSABILIDADE É TODA NOSSA.

Me digam: QUE PRECISAMOS PONTUAR, TODOS SABEMOS. Parece que era e ainda é a meta de todos neste brasileiro.
Quanto a “RESPONSABILIDADE” dos jogadores, penso que sempre foi assim. Sim, a responsabilidade é apenas deles e do treinador. Por tanto, esta conversa de agora a coisa vai, porque entendemos finalmente o que devemos fazer, ouço sempre. Curiosamente é a conversa de sempre, dos incompetentes que passam a semana treinando desculpas para se justificar diante de novo fracasso ao termino de cada rodada.

Subestimam a inteligência do torcedor com estas conversas, que mais irritam. Talvez o silêncio dos atletas e do treinador nos deixaria menos irritados. A única decisão que pode aliviar a intolerância, é a troca do treinador. Ou que no mínimo seja pelo menos cobrado sobre suas equivocadas decisões nas escalações e substituições e principalmente pela falta de oportunidade a quemse depositou esperança com um futebol de mais qualidade. Caso de Neílton, Sarrafiori e Ricardo Oliveira.

Sei que não digo nenhuma novidade. Esta é a opinião unânime da torcida Coxa. Só Jorginho e o comando técnico não vêem isso.

Há rodadas e rodadas estas cobranças são feitas pela torcida e o máximo que se ouve são desculpas, como falta de comprometimento destes atletas com a proposta de trabalho do treinador. Mas qual é a proposta do Jorginho, rebaixar o Coritiba?

Como afirmar que Neilton e Sarrafiori não estão “comprometidos”, se sequer são escalados e usados nas partidas? De que falta de comprometimento Jorginho se refere? E Ricardo Oliveira que completa duas semanas na casa e mal foi usado?

Tem algo muito errado nos porões do Coritiba e tenho a impressão que não é falta de compromisso de atletas. É falta de comando, teimosia, e de coerência de Jorginho.

Pior, perde com isso o Coritiba de Samir, o principal responsável por esta grave crise técnica e moral que vive o clube.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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