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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Coritiba ou São Paulo?

Vejo nas redes sociais algumas cobranças. Como se Miranda fosse apenas torcedor e não profissional do futebol. A pergunta que li: " vamos ver se vem ou se o dinheiro vai falar mais alto? Também já li gente comparando com a polêmica volta de Alex.

Isso me faz concluir que lugar de torcedor é mesmo na arquibancada. Age com o coração e exige o mesmo de atletas que se declaram torcedores e acham que é só o coração que deve prevalecer. Até já vi isso no futebol, como no caso do próprio Alex, por exemplo, abrindo mão de salários maiores com o Cruzeiro e Palmeiras para encerrar a carreira no Coritiba por um salário bem menor.

Se Miranda escolher o Coritiba, certamente será porque a proposta também foi atrativa, além da decisão de ficar no seu clube do coração. Seria extremamente útil nesta batalha que será a volta à primeira divisão, neste 2021.

Mas se fracassar? Teremos um coro responsabilizando Follador e o próprio jogador pelo insucesso. Apontar dedo na cara dos outros é papel de uma turma que sabe cobrar, mas diante de um teclado ou sentado confortavelmente na arquibancada. Como não há arquibancada nestes tempos de pandemia, sobra o teclado.

Como quero Miranda em meu time,assim como 100% da torcida, ao mesmo tempo tenho medo desta aposta, onde muitos não enxergam outro resultado que não seja o sucesso. Desconsideram imprevistos, transformam ídolos em super-heróis.

Se vier, Miranda será sem dúvida a maior contratação depois de Alex. A maior cartada de Follador e será um diferencial sem dúvida.

Estou eu aqui fazendo o papel do diabo, mesmo antes de saber se Miranda será nosso ou do São Paulo. É que sem dinheiro, não consigo alcançar que tipo de atrativo colocaram no caminho de Miranda para retornar ao Alto da Glória.

Consigo apenas ter a certeza que está aí o grande diferencial de Follador para os últimos presidentes. É preciso reconhecer que tamanha façanha não é para Samir ou Bacellar. Tornar o Coritiba atrativo, num bom negócio neste momento de Série B, sem caixa, é preciso um plano ousado e provavelmente arriscado para atrair um jogador do nível de Miranda.

Seguramente dinheiro não deve ser o maior deles. Ainda em condições de jogar com qualidade, se vier, Miranda terá condições de não só liderar o grupo, mas de escolher posição.

Se o projeto vingar, estaríamos diante do primeiro caso de um ídolo transformado em super-herói, se tudo der certo.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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