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ArquibancadaSergio Brandão

Coritiba x Fortaleza

Tudo indica que os meias Ruy e Thiago Galhardo e o zagueiro Leandro Silva enfrentam o Fortaleza, hoje à noite. Pelo menos treinaram como titulares, no trabalho desta terça-feira.

Na segunda-feira, o Coritiba informou que Galhardo e Ruy não poderiam jogar nessa fase da Copa do Brasil, por causa do prazo de inscrições. No entanto, o clube teria recebido nessa terça-feira um aval para utilizar os atletas nesta partida. Pelo menos foi o que informou a assessoria do Coxa.

Ou a CBF, ou o Coritiba estão batendo cabeça internamente. Mas o que importa mesmo é a mudança nestas posições, onde estão um dos nossos muitos problemas.
Se vai dar resultado, veremos hoje à noite. É possível adiantar algo. Não acho que sejam infinitamente superiores ao que anda jogando, especialmente Leandro Silva. Vamos por parte. Quanto ao zagueiro, acho que neste o memento é a melhor opção quando L. Claro ou L. Almeida não podem jogar. Isto é um fato.

Quanto a Ruy e Galhardo, vão dar ritmo ao meio que ainda não tivemos este ano. Acredito que com eles finalmente o Coritiba será criativo. Mas acima disso estão outras duas questões importantes para esta partida: além de darem qualidade, chegam zerados, sem o peso dos insucessos do time até aqui. É que algumas caras já ganhavam antipatia da torcida. A intolerância com alguns já pesa na conta do resto do time. Caso de Carlinhos e João Paulo, que parecem ter desaprendido o mínimo que conseguiam produzir. O trabalho psicológico feito esta semana, também é outro fator que pode ajudar.

Antes de evocar a qualidade de Ruy, de Galhardo e de Leandro Silva, os dois meias também já se revelaram pessoas bem humoradas no trato com a imprensa nestes dias de coletivas e apresentações. A alegria deles também é outra qualidade que falta a este time. Principalmente a de jogar bola, de ter prazer no que faz. O mau humor, a falta de liderança, de qualidade, de comando... tudo junto, tornam os problemas ainda maiores.

Ruy e Galhardo, podem fazer o contra peso neste clima negativo que tomou conta do Coritiba, nestas últimas semanas. Não esperem nada além disso.

Mas não se esqueçam que a classificação hoje, também pode ter efeito contrário: mascarar os problemas, que ainda estão longe de serem resolvidos.

Uma coisa de cada, vez eu sei, mas é preciso dividir os caminhos em etapas maiores. Um pouco de ambição não faz mal a ninguém. Chega de soluções paliativas a cada jogo. Precisamos pensar em soluções definitivas. Caso do gol, por exemplo. De nada vai adiantar os 10 se matarem lá na frente, se Bruno ou Vaná continuarem a tomar frangos.

Ainda não tinha me manifestado sobre Dida. Não é a solução. Aliás, acho que é um problema a mais. Custa um dinheiro que não temos, o Inter só libera depois da Libertadores, e o pior, está há mais de um ano sem jogar, com a agravante de logo virar a chave para os 42 anos.

Uma vitória hoje, com o mínimo de qualidade, alivia a tensão, mas deve ser encarada apenas como o começo de uma nova fase.

Bola pra frente, Coxa!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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