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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

“Coxa unido” !

Digo sempre que politica e futebol andam de braços dados. Damos à política o mesmo tratamento passional que damos ao futebol.
A política guia vidas, deve cuidar de pessoas, decide caminhos de cidades, estados, das pessoas. Precisa distância da paixão, ser tratada de forma mais profissional.

O futebol não. O futebol sem paixão não tem graça. Se formou em torno dele, um mundo de profissionais que colocam mais fogo nesta paixão. O menos avisado, quando acordar já estará envolvido e jamais conseguirá abandoná-lo.

Esta máquina de ganhar dinheiro, de encantar multidões, já mostrou que também pode ser responsável por tragédias, desatinos, loucuras que destroem. Isso também tem a paixão como condutora. A mesma paixão que emociona, que faz chorar... é a mesma que sem controle pode fazer estragos.

Qualquer um de nós, mesmo os com poucos anos de vida no futebol, já viveu, ou pelo menos viu, vários destes sentimentos e cenas, às vezes até numa mesma partida.

Não há no mundo ninguém que hoje trabalhe de alguma forma com o futebol, e que não tenha primeiro tentado ser a estrela desta festa, tentando jogar bola. Nem que tenha sido de brincadeira, mas tentou pra ver se a coisa engrenava. Por várias razões, não deu. E para outros, uma pequena maioria, deu certo. Entre eles estão figuras inesquecíveis. No caso do Coritiba, pegaria três grandes ídolos de épocas diferentes: Fedato, Kruguer e Alex, que já entraram para a história do clube.

Vivemos como planetas em volta do sol. Nos acomodamos onde dá e vamos nos aquecendo, nos alimentando do seu calor. A futebol foi nos ajeitando, arrumando espaço para todos, mesmo quando oferece apenas uma arquibancada mal enjambrada.

O maior esporte do mundo tem um coração enorme, onde todos cabem. Jogadores, dirigentes, vários profissionais de muitas áreas, mas todos principalmente são torcedores. Todos apaixonados loucamente por ele. Por isso nos desentendemos, discutimos, brigamos ...

Escolhemos um clube. Cada um com sua história. Por isso temos uma paixão em comum por um clube de futebol. Histórias iguais, mas com paixões diferentes, com entendimentos diferentes. Porque um clube de futebol nasce com um estatuto que pede uma hierarquia e na ponta dela estão as pessoas que determinam o futuro da nossa paixão. É aí que mora a discussão.

O fato é que teremos sempre as mesmas cores. Sentaremos na mesma arquibancada para torcer. É quando ficamos iguais. Ninguém melhor que ninguém. Continuaremos sendo individuais e pensaremos diferente, mas torcendo pela mesma paixão.

Como disse Bacellar, acabou Coxa Maior, acabou Coritiba, nós construímos. Agora é CORITIBA UNIDO!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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