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ArquibancadaSergio Brandão

De olho no brasileiro

Não podia ser muito escancarado porque foi um atletiba e decisivo, mas entre a torcida Coxa, havia um grande temor pelo confronto, porque finalmente, depois de anos estaríamos frente a um adversário no nível que o Coritriba terá daqui pra frente, no Brasileiro. Poucos admitiram, mas havia inclusive o temor por uma goleada.

Ontem (2/08), não foi uma goleada. Pelo contrário: com muito alívio o Coritiba saiu da baixada com gostinho de superação, afinal quase mantém a vantagem que tinha e se não fosse a única bobeira da zaga, manteria o empate como vantagem para a partida de quarta, no Couto.

Fez um primeiro tempo surpreendente, sem se amedrontar com o adversário, e até criou oportunidades para vencer. É verdade que o raciocínio que faço, leva em conta o Coritiba que montaram e não a sua tradição vitoriosa. Porque sair da baixada comemorando derrota não é bem o que conta a nossa história, pelo contrário. Não é por acaso que são chamados de fregueses e donos do nosso salão de festas.

Torcemos pelo que temos e não pelo que sonhamos ter. Com um pouco de sorte e bom senso, a partir de dezembro, teremos de volta o velho e bom Coritiba. O resultado das eleições dirão isso.

No acabamento deste time para o brasileiro, pela movimentação de bastidores, parece que virá apenas Guilherme Parede e lambam os dedos.

Senhores, creiam, quatro ou cinco times que vão disputar a primeira divisão estão acima do Coritiba. O resto está no mesmo nível. A pandemia e a mudança no calendário e até a baixa no nível salarial, equiparam muitos.


Voltando ao atletiba. Temos futebol necessário para vencer o Atlético. Pena que será mais um jogo que será visto pela tv, porque do contrário, seria mais um atletiba de casa cheia. Ganhar o estadual tem um gostinho especial, principalmente em cima deles. E comemorar dentro do Couto, não tem preço.

Mas insisto : não podemos perder o foco no Brasileiro que começa em seguida porque para nós, muito especialmente, será uma competição com eleições internas, bem no meio do campeonato e isso pode significar mudanças no departamento de futebol, o que pode não ser bom, dependendo das circunstâncias e de como estiver o time na competição.

Não dá, mais uma vez, para deixar que a política clubística prevaleça sobre o futebol.

Agora não.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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