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ArquibancadaSergio Brandão

De roupa nova...

De roupa nova, assim como criança no dia seguinte ao aniversário, estava o presidente Samir Namur, estreando seu jaquetão da marca 1909, aproveitando o frio que Deus mandava à Curitiba nesta sexta-feira.

Sexta de estreias no Couto Pereira. Do uniforme novo, da loja, da Rádio Coxa - um projeto idealizado e executado pela assessoria de comunicação do Coritiba -, como também e finalmente a estreia do time no returno, ainda com um restinho de esperanças de alguns torcedores.

Não acompanhei nada disso. Desde domingo, vivo problemas familiares com minha mãe, que chega aos 86 anos com infinitas dificuldades e precisa dos filhos para viver o que lhe resta de uma vida com alguma dignidade.

Entre as horas de sono, com idas e vindas ao hospital, mas agora de volta à sua casa, em algum momento consigo ter aceso ao trabalho novo da Rádio Coxa, que mais profissional, consegue levar ao torcedor alguma coisa boa.

Mas lá também vejo nosso presidente/torcedor, mais torcedor que presidente, vestindo orgulhosamente seu jaquetão novo, confeccionado pela marca 1909, quando me veio esta imagem, do menino que na semana seguinte ao aniversário, sai à cheiro de roupa nova por onde anda.

Pra deixar a cena mais emblemática, com um pouco de esforço, quase foi possível ver o preço do produto, ainda pendurado na etiqueta do fabricante.

Algumas situações não precisam de muita explicação e esta é uma delas. Me faz lembrar de muitas manifestações que li aqui, entre comentaristas do site COXAnautas, quando se referiram ao presidente Samir como um amador, um torcedor , casualmente agora como presidente. Com uma administração até aqui, digna de um torcedor e não de presidente de um clube da grandeza do Coritiba, mesmo com todas as boas intenções que possa ter, porque afinal também é torcedor.

Samir não sabe o tempo das coisas: o tempo de mandar embora, de contratar, de avaliar o bom e o ruim. Com o coração, mas sem a razão e a cabeça de gestor, Samir vai colocando o Coritiba em situação de risco.

Se não como menino depois do aniversário, então com o encanto do menino depois do Natal, por que viu Papai Noel que lhe trouxe o presente dos seus sonhos, de um dia ser presidente do seu clube de futebol.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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