Dois já foram...
Para o Coritiba, a saída de Kleber é um alívio, se a filosofia ainda é enxugar salários. Um alívio na folha salarial que ao final do ano faz a diferença de valores bem razoáveis.
Apenas acho que quando estava em campo, a fim de jogar, era o líder que o Coritiba ainda não tem. Por isso, coloco nestes termos, de medir prós e contras. Sendo assim, já vai tarde. Um problema a menos.
Antes de encerrar este assunto, uma dúvida: Gladiador saiu daqui para o Rio de Janeiro, para fazer exames médicos, se aprovado já fica por lá. Se estava machucado, há semanas sem tocar em bola, lá nas Laranjeiras passou e foi aprovado no exame médico? Ou é um reforço que o fluminense contrata para o seu DM?
A saída de Galdezani pra mim ainda é uma incógnita. Quem era Galdezani? A jóia que Pedroso burilou, que deu de presente à torcida e que depois de algumas rodadas virou abobora, ou é mesmo este perna de pau que não acha uma posição e sequer serve para o banco? Ou será mais um daqueles que em outro clube, longe daqui vai deslanchar e reencontrar o seu verdadeiro futebol? E mais uma vez a temida torcida do Coritiba será responsabilizada por ser muito exigente e cobrar demais de quem precisa ser tratado com mais carinho? Pago pra ver.
- Galdezani, dê noticias...assim que estrear no Galo! Precisamos saber de você.
Kleber resolvido, Galdazani também, agora vivemos tempos de Chiquinhos, Brunos, Abners e cia. E neste entra e sai do Alto da Gloria, alguns já aparecem vestindo a camisa de titular. Uns por necessidade e outros por deficiência técnica de seus companheiros.
Embora estejamos na metade de abril, carregando um dolorido vice campeonato regional nas costas e uma desclassificação melancólica na Copa do Brasil, temos mais dúvidas e medos do que certezas, e o Coritiba ainda parece clube em início de temporada. O problema é que a esta altura, já não temos mais para onde correr. É torcer ou largar os betes.
Além de quase ter um time novo para este inicio de Brasileiro, ainda temos um outro grande problema para tirar o sono: o treinador que só agrada aos dirigentes. Porque se com 4 meses com o grupo anterior, ele reclamava que não podia treinar, agora com apenas uma semana, diante de um monte de cara nova, vai dizer o que?
Sandro Forner, como eu já disse há alguns dias aqui mesmo em outra coluna, deve sobreviver mais algumas rodadas no Brasileiro. Não vai corresponder e Samir não terá outra alternativa a não ser demiti-lo. Sandro poderia pegar o mesmo voo de Kleber e Galdezani.
Assim,pelo menos o Coritiba começaria o Brasileiro com menos problemas, tendo apenas algumas dúvidas.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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