E agora, Vilsão?
Escolheu Alex e a torcida para isso. Pena, esperava mais deste homem. Aliás, neste momento de despedida, esperava a mesma humildade que teve quando chegou. O mesmo comportamento encantador dos dois primeiros anos.
Com isso, parece ter confirmado o que a maioria já sabia. Dono de uma soberba inabalável, mostrou qual era de fato sua intenção no Coritiba: se projetar nacionalmente para alcançar algum cargo de destaque na CBF, imagino.
Arriscou como primeiro passo o cargo de “aspone” na chefia da delegação na fracassada seleção brasileira na Copa. Não sei sinceramente se não almejava um voo mais alto para os próximos anos.
Nos últimos dias fez até papel de bom menino, no final não se conteve e “chutou o balde”. Pena, francamente esperava mesmo muito mais dele. Estive entre os que o aplaudiram nos seus primeiros anos de gestão, quando nos levou à condição de clube grande, mas que em pouco tempo nos devolveu ao lugar de onde nos tirou. (não confundir com série A e B).
Ontem, à imprensa, disse que perdeu as eleições por causa de Alex e da Império Alviverde, como se nenhum dos dois fizessem parte da história do clube e como se tivesse acertado e feito uma administração impecável.
Francamente não acho que a Império tenha sido determinante, apenas a posição de Alex, nos momentos finais pode ter influenciado alguns eleitores.
Na minha inocência, achei que mais na frente, depois dos ânimos serenados, Vilsão poderia ser útil. Ajudar a unir forças com Bacellar. Não é o que deve acontecer. Suas declarações parecem encerrar esta possibilidade. Vilsão disse que seria apenas um torcedor.
Resta saber para quem ele vai torcer? Contra a administração de Bacellar?
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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