É o que tem para o momento
Além disso, ontem, ainda tentou uma nova formação, colocando Galdezani mais próximo do ataque, tentando qualidade na armação com Alecsandro. Não eu certo. Galdezani fez uma partida apagada.
Das três novidades que tivemos ontem, gostei do retorno de W. Maia. Foi seguro, tendo muito trabalho com o rápido ataque santista. Sem inventar, ele e Márcio finalmente voltaram a dar a segurança que a zaga teve no inicio do Brasileiro. Deixando Wilson mais seguro na sua função de goleiro.
Tem os que gostam e tem os que não. Eu não gosto de João Paulo. Acho ele grosso. Quebrador de bola. Não vejo nele a qualidade que muitos dizem ter. Antes do jogo, quando vi muita gente comemorando a volta do volante, me deu uma coisa ruim. Pensei: já estamos nos acostumando com o nível baixo do que andam nos oferecendo. Comemorar o retorno de João Paulo é o fim do mundo. Entre ele e Jonas é briga de foice. Os dois são quebradores de bola e erram muito na saída. Ontem, ainda no primeiro tempo, João Paulo ofereceu um contra ataque ao Santos. Apenas um, mas se o campo está em melhor condição, podia ser a derrota. E isso é regra nas tentativas de João Paulo. Rouba a bola, mas não tem qualidade no passe, assim como Jonas. Sabendo disso, tocam de lado, não ousam um passe mais longo. Mas mesmo assim erram.
Para esta semana , estão sendo esperados Cleber Reis e Rafhael Longine. Cleber dizem já estar em Curitiba, fazendo exames. Longuine chega hoje. Aposto em Longuine. É bom jogador e acredito que pode ajudar na armação do meio. Com um pouco de sorte, pode estar aí uma boa solução para a criação que tanto pedimos no meio.
O campeonato indo para seu desfecho, e nós ainda montando time, tentando achar um jogador que há quatro anos estamos pedindo. Este é o Coritiba que temos para o momento.
Ainda falando de Marcelo Oliveira: encerrou a coletiva dizendo que o empate foi um ponto importante " que vai nos ajudar lá na frente", disse ele. Eu prefiro acreditar que jogamos fora mais três pontos, se a gente levar em conta que perdemos muito fora de casa, no Couto não interessa outro resultado, a não ser a vitória, seu Marcelo.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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