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ArquibancadaSergio Brandão

É uma vergonha atrás da outra

Eu dizia na semana passada que não dava pra aceitar um time com qualidade inferior ao que foi contra o São Paulo. Era o respeito pela pequena evolução que apresentava o time. Conseguiu ser pior. Como aqui a gente se repete nas críticas, então vou transcrever o que disse nas redes sociais ontem à noite.
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Dá pra gente conjecturar sobre dois ângulos: a primeira é o jogo deste domingo contra ao Bahia, a segunda é olhar pro campeonato todo. Nas duas situações uma conclusão: já vi todo mundo jogar neste brasileirão e indiscutivelmente temos o pior time da competição. E mesmo que alguém tente arrumar a casa como faz o novo treinador, Antônio Carlos Zago, pecamos na qualidade técnica. Não temos zaga, nem meio e nem ataque.

E quando um destes setores acerta alguma coisa como foi nos primeiros minutos desta partida contra o Bahia, parece que prevalece o ninho de urubu, não apenas um urubu, mas um ninho de urubu que caga todos os dias na cabeça de cada um que entra naquele CT da Graciosa. Como prova disso o Vitor Luiz com o golaço que fez, estufando a rede, do gol que ele deveria defender.
Você que acompanha o Coxa há anos, assim como eu, também tá de saco cheio.

Daqui pra frente temos duas alternativas: aceitar o que tem aí até julho, aguardando a remontagem do time, ou fazer barulho e entregar o clube aos investidores da SAF, debaixo de protestos começando um trabalho sob pressão, já nesta semana.

A minha paciência acaba bem antes do que eu queria e previa. Que me desculpe o treinador, mas paciência tem limite e o nosso problema não é com ele. É com os dirigentes que esperaram as surras do início do brasileiro, a desclassificação da Copa do Brasil, fechar as janelas de contratação, para depois tomar uma atitude.

Não cabe mais amadorismo no futebol de hoje que há muito tempo ficou profissional. Só no Coritiba que não.

Por mais boa vontade que a gente tenha, alguns jogadores não podem ficar. Tem gente ali dentro que não pode nem passar perto da camisa do Coritiba, muito menos jogar vestindo ela.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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