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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Escama o peixe de olho no gato

O plano era esse mesmo. Chegar pelo menos até o meio da semana com esta cara de idiota, ainda curtindo a vitória que nos deu o alívio necessário. Assistir Atlético e Cruzeiro com menos inveja, sem a obrigação de vencer o Flamengo, a única opção até a semana passada, (agora até um empate serve), mas também entendo que a vitória é uma questão de honra. Para devolver a desclassificação da Copa do Brasil, ainda não digerida.

O Coxa vive mais uma semana muito importante, mas anda muito mais em ritmo de eleições do que de futebol, aliás meu grande temor neste momento. O nosso foco deveria estar todo voltado para o departamento de futebol, que ainda requer o máximo de atenção.

Talvez por isso, sem chamar muito a atenção, o tema eleição vai se desenhando e caminhado por vias mais serenas do que manda o figurino de uma eleição num clube que vive um dos piores momentos administrativos de sua história.

As chapas de oposição não se apresentaram, e a menos que surja uma surpresa, Vilsão ainda aparece como o principal nome de um grupo que quase se dividiu, mas que neste momento parece chegar a um consenso. Pelo menos entre sócios e conselheiros com direito ao voto. Acomodam-se as coisas onde parecia que havia turbulência.

Até aí nada de mais, afinal, não temos tradição política, nunca houve bate chapa com o calor que se espera de uma eleição quando o atual grupo “pisou na bola” a ponto de comprometer tudo que havia conquistado no primeiro ano de administração.

As eleições ainda devem ficar em segundo plano, justamente porque em campo o time briga pra sair do sufoco e ganhar o direito de se manter na elite do futebol brasileiro, ano que vem.

Por isso mesmo, quando acordarmos, os caminhos para mais alguns anos já podem estar traçados e a nós caberá apenas reclamar, se necessário for.

Enquanto as atenções estão no desempenho do time, os bastidores conjecturam e costuram o futuro do clube por mais alguns anos. Malandragem política, usada pelas velhas raposas, que se perpetuam no poder.

Abre o olho, torcedor!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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