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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Espaço

Espaço
Na falta de futebol e de torcida, arrumaram uma utilidade para o Couto Pereira. Espaço de treinamento do Corpo de Bombeiros. Menos mal. Pelo menos transformaram um espaço agora ocioso, em utilidade pública. O que um dia abrigou glórias no futebol, agora serve para outro tipo de treinamento, bem longe do que poderia supor o espaço.

A esperança de alguns que ao passar em frente ao estado, na tarde de ontem, ao se deparar com o carro de bombeiros, estacionado na frente do estádio, imaginou que fosse para apagar algum incêndio provocado pela temperatura alta no ambiente. Mas não, nada disso.
Lá dentro tudo continua calmo, como se nada de anormal estivesse acontecendo. Pelo menos é este o sinal que dão os dirigentes, representados pelo presidente, que em entrevista em tom conciliador dada ontem à imprensa, demostrou que continuaremos a ter carro de bombeiros em frente ao estádio, ao invés de futebol e torcida. E não há incêndio para ser apagado, porque não há fogo. Pelo menos foi o que deu a entender Samir em entrevista à Rádio Banda B.

Viramos um clube de piada pronta, além da vergonha que nos dão de bandeja a cada semana. Ter um carro de bombeiros em frente ao estádio, seria irrelevante e passaria sem chamar atenção, caso houvesse um clube de futebol lá dentro, mas olhar a foto, é impossível resistir à piada e curtir com a própria cara. Não só por toda a situação do entorno do contexto, mas por transformar o caso do treinamento dos bombeiros em notícia no site do clube, com direito a destaque e fotos. Como se fossemos um público muito interessado no tema, e isso nos enchesse de orgulho.

Não é exagero dizer que há toda semana temos um mico novo para pagar, porque como nesta semana, nos deram dois ou até três micos para levar para casa. Como também não é exagero dizer que, diante de tamanha soberba e arrogância dos atuais dirigentes, logo estarão sozinhos com o Couto vazio, sem torcida, sem sócios e ainda nos responsabilizando por terem sido abandonados pela torcida.

Seu Samir! Não foi por falta de avisos. Logo será tarde. Quem sabe seja esta mesma a sua intenção. A de aproveitar o estádio, com ligeiras adaptações, e transformá-lo em um espaço para eventos grandiosos, além de servir de espaço para treinamento de Bombeiros? Ou sua preocupação ecológica o faça sonhar em aumentar e preservar a população de quero-quero?
Acorda, Samir!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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