Esperava menos
O excesso de preocupação com a defesa, acabou atraindo o time gaúcho pra cima, o que acabou provocando um festival de bolas erguidas, tanto pelo lado esquerdo como direito. Em quase todas, os sustos eram ainda maiores com as seguidas falhas de posicionamento de Walisson e Juninho, quase dando logo no começo da partida o primeiro gol ao Inter.
Como a proposta parecia ser só defensiva, apenas Alan Santos conseguiu aparecer para alguma criação, mas pouco rendendo. Juan e Thiago Lopes simplesmente não apareceram no primeiro tempo.
Negueba foi um autêntico lateral direito, como nos bons tempos quando o futebol dos anos 70 ainda escalava dois laterais e dois pontas, todos guardando suas posições.
Sozinho na frente, Kleber quase não apareceu e pouco foi acionado na primeira etapa, e com isso também acabou sendo chamado para ajudar atrás. No máximo teve duas oportunidades para sair com a bola dominada, de frente para o gol, mas nas duas se atrapalhou. Tanto que no final do primeiro tempo, mais apareceu dentro da área, ajudando os companheiros de trás. Numa imagem aberta da câmera da tevê, foi possível ver as 11 camisas brancas, todas da linha intermediária para trás, com ninguém do meio pra frente.
[t]Segundo tempo[/t]
Gilson Kleina volta do vestiário promovendo a saída de Thiago Lopes e lança a estreia de Amaral, que logo no reinício da partida, salva o que seria o primeiro do Inter, com uma bola quase na linha do gol, debaixo da trave de Wilson. O Coxa melhora na segunda etapa, ousando um pouco mais na frente, mas ainda pouco eficiente.
Antes dos 25 minutos a entrada de Dudu no lugar de Juan, consegue aproximar finalmente o meio e ataque, colocando o time mais próximo da área do Inter e até criando mais oportunidades, com mais posse de bola, embora o time gaúcho ainda tivesse mais domínio da partida.
O mau primeiro tempo e a boa segunda etapa, dão uma média que francamente me deixa mais satisfeito do que esperava, levando em conta que é começo de trabalho.
Kleber ainda nos deve uma apresentação no mínimo próxima do razoável. Negueba precisa ser liberado para ajudar na frente. Faz bem o papel de auxílio na lateral, mas é mais eficiente na frente. Está sendo muito mais exigido atrás do que na frente e quando pode ser útil no auxílio a Kleber, já não tem mais folego e compromete nos lançamentos e passes.
Completamos um ano clamando por um meia de criação. Ainda não o temos e sem ele, seremos presas de times maiores, caso desta partida com o Inter. E parece que assim será contra o Grêmio e outros grandes que devemos cruzar durante o ano.
Boas surpresas com Dudu e Ceará. Dudu pode ser o cara que em outros tempos muitos apostaram ser a nossa grande revelação. Quem sabe seus dias de limbo no Criciúma, tenham lhe feito bem. Ainda tímido, mas promete e aposto nele.
Esta estreia na Copa Sul Minas- Rio, serviu para tirar a péssima impressão da turbulenta pré-temporada.
A estreia no regional, contra o Cascavel, no fim de semana, deve servir para dar mais ritmo, coisa que precisa ser bem aproveitada neste início de campeonato, quando pegamos times teoricamente mais fracos.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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