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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Estão perdoados

Mais um ponto que vem na conquista fora de casa. Apesar de algumas falhas, a zaga, principalmente o goleiro, são eleitos novamente como os principais responsáveis por este magro ponto que trouxeram de São Paulo. Ainda é pouco, falta muito para acertar a casa e tirar a corda do pescoço. Coisa maluca, mas quando consegue acertar a frente, a frente não pode ser repetida na rodada seguinte. Acerta o meio e o meio também não pode ser repetido na partida seguinte. Cozinha, sala quintal e jardim andam conversando muito pouco.

Agora, surge uma nova expectativa: a volta de Ruy e Gonzales. Justamente os dois que ficaram um longo tempo fora de combate, saindo do time quando pareciam aos poucos se acertar. Agora praticamente liberados pelo departamento médico são novamente esperança, mas é preciso levar em conta que ficaram muito tempo sem jogar e devem voltar sem nenhum ritmo de jogo.

Em meio a esta balburdia que não permite repetir minimamente um time razoável, Carpegiani vai fazendo o que pode. Até aí nenhuma novidade. Afinal, quem se mete a trabalhar com futebol sabe que num campeonato longo como o Brasileiro, é preciso elenco de pelo menos 19 atletas nas mesmas condições de qualidade. Coisa que não temos, sabemos disso. Elenco com qualidade tem efeito quando a troca é necessária, e o time não sente a mudança em campo.

Quando não é por contusão, é por deficiência técnica. E assim vamos experimentando o que dá e o que podemos ter. Um outro problema que passa muito mais por critérios pouco aceitáveis quando montaram este time que aí está.

O ponto trazido de São Paulo, pode ser atribuído a Luccas Claro, Juninho e Wilson. Lucas e Juninho até falharam em alguns momentos nesta partida, mas acabaram dando conta com uma marcação forte imposta aos atacantes do São Paulo.

Quem diria, Wilson crucificado rodada sim rodada não. O mesmo para L. Claro que igualmente na rodada anterior entregou o ouro ao bandido. O mesmo para Juninho que também já comprometeu bastante. Eu mesmo já publiquei aqui textos que não perdoaram, especialmente Luccas Claro.

Futebol é mesmo muito mais fácil do lado de cá, na arquibancada. Apenas para o goleiro Wilson, consigo me fazer de cego e não ver algumas de suas falhas em raras oportunidades. É que com Wilson temos uma grande dívida: a de ter nos salvado do rebaixamento num momento que Vaná era a única opção. Wilson caiu como uma luva ano passado, e precisa ser entendido como um profissional que anda vestindo a verde e branca com muita dedicação.

Regularidade e um pouco de sorte é o que parece que mais precisa o Coritiba agora. Mais uma vez precisamos apostar que Wilson, Luccas Claro e Juninho engatem uma boa série de partidas convincentes. Que Gonzales, Ruy e Juan acertem este meio, ainda pouco criativo. Que Kazim e Kleber se machuquem menos e sejam parceiros eternos, pelo menos até o final deste ano.

Aí estará a sorte que precisamos para colocar em campo o melhor que podem nos dar em uma escalação que se aproxima do que quer a maioria da torcida.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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